O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 26/05/2020

Com a disseminação da internet em todo o mundo e com o acesso facilitado via smartphone, é cada vez mais comum os jovens ficarem horas e horas “mergulhados” no mundo digital. Por conta disso, muitos adolescentes e até crianças usam o mundo online para compartilhar com outras pessoas suas opiniões, talentos e sonhos. Essa realidade levou ao surgimento de uma nova profissão: os influenciadores digitais. Esses influenciadores são seguidos por milhares de usuários e, como o próprio nome já diz, eles, por meio dos vídeos, influenciam adolescentes e crianças.

Sabendo da força dos influenciadores digitais, as empresas estão investindo nessas celebridades para divulgar seus produtos, devido ao grande alcance de público e na capacidade que eles têm de moldar comportamentos, já que conseguem se aproximar dos seguidores de uma forma natural e que desperta vontade de acompanhar as tendências de moda e estilo de vida. Em 2017, o Instagram contabilizou 12,9 milhões de posts de influenciadores patrocinados pelas marcas. Isso se evidencia pela quantidade de publicidade que esses famosos fazem, no entanto, os pais devem orientar os filhos para não se tornarem alvos fáceis dessa estratégia de marketing, que muitas vezes, deixam a ética de lado em nome do estímulo ao consumo.

Em geral, os influenciadores passam a impressão de uma vida perfeita, de glamour, fama e realização, onde se tem acesso a todos os mais novos e exclusivos produtos do mercado. Valoriza-se uma ilusão na qual o ter significa mais que o ser, sendo que a vida real não é assim. Os jovens acabam crescendo com uma visão ludibriada da vida, assim podendo ocasionar uma série de problemas psicológicos como, ansiedade, depressão, além de muitos problemas de saúde na tentativa de se encaixar no “padrão” que a mídia coloca.

Fica claro, portanto, que os influenciadores digitais têm poder de persuadir e inspirar o comportamento dos jovens. Por isso, cabe aos pais e familiares verificarem o conteúdo dos vídeos assistidos nas plataformas onlines e alertar os filhos sobre a manipulação que existe na mídia para transformar a arte em mercadoria e estimular o consumo por meio da alienação das massas, apresentar aos jovens influenciadores com foco educacional, como o canal Manual do Mundo. Espera-se com isso desenvolver nos jovens uma inteligência emocional que permita fazer escolhas e julgamentos criteriosos, afastados da “indústria cultural”.