O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 28/05/2020
Os filósofos alemães Adorno e Horkheimer elaboraram o conceito de “indústria cultural”, na qual a ideia está relacionada a uma padronização de valores transmitidos nos meios de comunicação. Nesse sentido, estão inseridos no atual contexto os influenciadores digitais, produtores de conteúdo para YouTube, Instagram e Facebook, que possuem milhões de seguidores, compostos predominantemente e geralmente por um público juvenil. Assim, é importante analisar o impacto desses influenciadores na vida dos jovens brasileiros, cada vez mais conectados às redes sociais.
Sabendo da força de persuasão dos influenciadores digitais, as empresas viram uma oportunidade, e agora estão investindo nessas celebridades para divulgar seus produtos, devido ao grande alcance de público e na capacidade que eles têm de modelar comportamentos, já que conseguem se aproximar dos seguidores de uma forma natural e que desperta desejo de acompanhar as tendências de moda e estilo de vida. Isso se evidencia pela quantidade de publicidade que esses famosos fazem, porém, os pais devem orientar os filhos para não se tornarem alvos fáceis dessa inteligente estratégia de marketing, que muitas vezes, deixam a ética de lado em nome do estímulo consumista.
Além disso, é plausível citar casos de atitudes e ações preconceituosas de “youtubers”, que podem contribuir para a elaboração do caráter do jovem sob alicerces frágeis. Exemplo disso é Júlio Cocielo, no qual suas piadas foram consideradas racistas e repercutiram negativamente na mídia. Comportamentos como esse são inadmissíveis, pois reforçam estereótipos e podem distorcer a visão do mundo para os jovens, confirmando a ideia de Adorno, consistente que a cultura de massa não nos torna apenas menos inteligentes, mas também inaptos de agir moralmente.
Apresentados os fatos, fica claro, que os influenciadores digitais têm poder de persuadir, inspirar e moldar o comportamento dos jovens brasileiros. Devido a isso, cabe aos pais e familiares verificarem o conteúdo presentes nos vídeos assistidos nas plataformas on-lines notificando os filhos sobre a persuasão que existe na mídia capaz de transformar a arte em mercadoria e influenciar o consumismo por meio da alienação das massas. Com isso, se espera desenvolver nos jovens uma inteligência emocional que permita fazer escolhas e julgamentos criteriosos, afastados da “indústria cultural”.