O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 28/05/2020
Com a disseminação da internet em todo o mundo e com o acesso facilitado via smartphone, é cada vez mais comum os jovens ficarem horas e horas “mergulhados” no mundo digital. Por conta disso, muitos adolescentes e crianças usam o mundo online para compartilhar com outras pessoas suas opiniões, talentos e sonhos. Essa realidade levou ao surgimento de uma nova profissão: os influenciadores digitais.
Pesquisa do Ibope Inteligência mostra que 52% dos internautas brasileiros seguem influenciadores digitais em redes sociais, e 50% afirma que se sente influenciada em relação aos produtos que essas personalidades indicam nas plataformas. O levantamento também mostra o crescimento da utilização de redes sociais pelos brasileiros de 2017 para 2019, foram 38 milhões de pessoas a mais que passaram a utilizar as plataformas, as mulheres estão à frente nesse mercado. Entre os entrevistados, 59% afirmam seguir mulheres influenciadoras e 44% dizem acompanhar homens. A faixa etária do público dos digitais influencers são, em sua maioria é de 16 a 24 anos. Logo após vêm os grupos de 25 a 34 anos e de 35 a 54 anos. Em relação ao poder financeiro dos internautas, quem mais acompanha influenciadores se enquadra nas classes B e A. O alcance dos influencers é menor entre internautas da classe C.
Também é válido citar casos de atitudes preconceituosas de “youtubers“, que podem contribuir para a construção do caráter do jovem. Houveram casos que certas piadas foram consideradas racistas e repercutiram negativamente na mídia. Comportamentos como esse são inaceitáveis, pois reforçam estereótipos e distorcem a visão de mundo dos jovens, confirmando a ideia de adorno, que a cultura de massa não apenas nos torna menos inteligente, mas também incapazes de agir moralmente.
Portanto, que os influenciadores digitais têm poder de persuadir e inspirar o comportamento dos jovens brasileiros, apresentando conteúdos impróprios para algumas idades, então é importante que eles adéquem o conteúdo de acordo com a idade das pessoas que acompanham eles nas mídias sociais. Por isso, cabe ao governo criar regulamentações sobre tal trabalho, que tem como objetivo regulamentar as atividades trabalhistas, seja em relação aos direitos do trabalhador como também em suas obrigações, podemos usar de exemplo, situações em que crianças se viciaram em jogos de azar, pois foram iludidos pelos influencers. Os pais também poderiam acompanhar o que os filhos veem nas mídias sociais. E então, espera-se com isso desenvolver nos jovens uma inteligência emocional que permita fazer escolhas e julgamentos criteriosos, afastados da “indústria cultural“.