O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 27/05/2020
De um lado, influenciadores digitais que exercem impacto acima da média de um determinado segmento, influenciando milhares de pessoas a adquirirem um produto ou uma determinada linha de pensamento. De outro, jovens com caráter em construção sendo influenciados a adquirirem tais produtos ou a pensarem de tal maneira. É este o paradoxo que vive o impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens, se tornando, desta maneira, um assunto a ser debatido e a ter seus impasses devidamente resolvidos.
Indubitavelmente, a existência dos influenciadores no âmbito digital se torna um problema a partir do momento em que os mesmos passam a influenciar negativamente os seus seguidores, consequentemente contribuindo de forma negativa para a construção do caráter dos jovens. De acordo com uma pesquisa da Qualibest, cerca de 71% dos jovens brasileiros seguem algum tipo de influenciador, e dentre tais influenciadores estão inclusos aqueles com atitudes preconceituosas ou que ferem a Constituição Brasileira.
De certo, existem impasses que impedem a situação de ser devidamente resolvida. Dentre tais impasses, está a falta de atenção por parte das plataformas ao que seus usuários publicam, sejam influenciadores ou não. Muitos usuários publicam discursos de cunho preconceituoso, incitando o ódio e não são punidos, ocasionando, desta maneira, uma reação em cadeia na qual diversos usuários fazem o mesmo sem receberem punição.
Infere-se, portanto, que o impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens é um grande desafio no Brasil. O Governo Brasileiro deveria impor às plataformas digitais mais influentes, a revisão do conteúdo publicado pelo seus usuários, para que desta maneira, as plataformas tenham a capacidade de excluir publicações e banir os usuários que incitarem o ódio ou preconceito, impedindo assim, que os jovens sejam expostos a qualquer tipo de publicação que afete de forma negativa a construção de seu caráter.