O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 31/05/2020
Inegavelmente, os influenciadores digitais geram impacto na formação dos jovens, visto que estes possuem caráter em construção e que de acordo com o Comitê Gestor da Internet no Brasil, aproximadamente 24 milhões de jovens têm acesso à internet e 73% destes usam as redes sociais. Entretanto, não é totalmente seguro aos jovens, podendo gerar a má formação desses indivíduos, como também a poluição do meio ambiente. Esses infortúnios devem-se à propagação de hábitos não saudáveis aos jovens, bem como à estimulação do consumo não sustentável. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
Primeiramente, os influenciadores propagam hábitos não saudáveis aos jovens e tal fato é um dos principais fatores para a má formação desses indivíduos. Prova disso foi a pesquisa apontada pela revista Veja, onde mostra que nos últimos 40 anos, o índice de obesidade saltou de 0,93% para 12,7% entre meninos. Já entre meninas, embora o crescimento tenha sido menor, o número ainda é elevado de 1,01% em 1975 para 9,37%. Além disso, a pesquisa também aponta que a elevação dos níveis de obesidade no Brasil e no mundo está associada ao maior consumo de alimentos ricos em açúcar e gorduras. Esse tipo de alimento é o mesmo que aparece em vídeos de influenciadores digitais. Logo, os índices se tornam preocupantes e levam a tona os riscos de se confiar em influenciadores digitais.
Faz-se mister, ainda, salientar a estimulação do consumo não sustentável como impulsionadora do problema. Consoante o educador brasileiro Paulo Freire no livro “Pedagogia do Oprimido”, ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo. Analogamente, os influenciadores digitais educam os jovens com um pensamento consumista, que pode gerar a má formação deles e, simultaneamente, aumentar a produção de lixo no planeta e prejudicar o meio ambiente de maneira que essas gerações sofram com futuras questões ambientais. Diante disso, conclui-se que não se deve estimular o pensamento não sustentável, o qual os influenciadores digitais propagam.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Desse modo, o Governo deve alertar aos genitores, mediante mídias de comunicação, sobre o que os jovens acompanham nas redes sociais, de maneira que os responsáveis possam intervir antes que os jovens se prejudiquem com os maus ensinamentos dos influenciadores digitais. Ademais, o Governo deve transmitir, por meio de veículos de comunicação, uma mensagem de consumo sustentável, dessa maneira os usuários de redes sociais irão ter mais consciência no que consomem. Dessa forma, o Brasil poderia superar a questão dos influenciadores digitais.