O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 28/05/2020

Ao longo da formação humana, diversas pessoas buscam por inspirações, sejam elas para formar novas ideias ou auxiliar no desenvolvimento pessoal. Sendo assim, em um passado remoto inúmeros objetos serviram de modelo para os cientistas, como é o caso da ave e do avião. No entanto, hodiernamente, muito tem se discutido a respeito das influências, uma vez que estas têm vindo do meio digital, afetando consideravelmente a população, em especial os jovens. Nessa perspectiva, medidas racionais e eficazes deverão ser tomadas a fim de assegurar um crescimento saudável na vida juvenil.

Em séculos anteriores, a ciência era a principal influenciadora aliada a grandes ideias que revolucionaram o mundo todo. Contudo, hoje, século XXI, a internet tem conquistado os cidadãos, os quais, na maioria das vezes, utilizam-na para influenciar seus seguidores que em grande parte são jovens. Essa prática tem sido conhecida como “influenciadores digitais” que compartilham suas experiências e estilo de vida diariamente nas redes sociais. Embora pareça uma atitude inofensiva, esta tem atingido centenas de jovens de modo negativo, devido a falsificação de identidade e de vida que muitos pregam.

Ademais, a grande parte dos influenciadores é de classe médio-alta, diferentemente de seus telespectadores que ficam frustrados ao notarem que não podem adquirir alguns produtos, devido ao alto preço de custo. Outrossim, muito desses “influencers” compartilham uma vida idealizada, falseando a realidade, gerando descontentamento na vida alheia por não possuírem uma vida “perfeita” como eles. Nesse viés, essa conduta tem desenvolvido jovens que não aceitam a realidade, e que passaram a assumir uma suposta felicidade na mídia com medo de serem julgados ou irem de encontro às supostas inspirações da internet.

Logo, dado o exposto, nada impede uma ação conjunta entre Governo e sociedade para sanar a problemática. Portanto, cabe ao primeiro em união com o Ministério da Saúde, promover palestras, ministradas por psicólogos, nas escolas, trabalhando a construção do indivíduo, por meio de inspirações realistas e concretas, desmistificando a idealização da vida. Outrossim, a mídia como 4º poder social deve propagar que a internet é um mundo falso e que a felicidade não está atrás das telas, por meio de propagandas reflexivas. Por fim, cabe ao cidadão saber separar a realidade da ficção entendendo a individualidade de cada um. Somente assim os influenciadores deixarão de fazer mal ao povo.