O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 30/05/2020

O Marco Civil da Internet regula seu uso no Brasil e determina obrigações de responsabilidade civil aos seus usuários. Contudo, a super exposição do cotidiano de celebridades e influenciadores em redes sociais tem sido assistida e estimada no cenário atual, mesmo que ilustrem uma realidade ilusória. Nesse sentido, cabe reavaliar os fatores que favorecem esse quadro.

Em primeiro ponto, vale ressaltar que a exibição cotidiana é supervalorizada, pois na contemporaneidade, ter é melhor do que ser. Assim como ilustrado em “queda livre”, episódio da série “Black Mirror”, a personagem age de forma artificial para garantir uma nota, diretamente atribuída ao seu caráter e status social. De forma similar, influenciadores digitais vivem de aparências, expostos em redes sociais, para sustentar sua imagem. Tal superficialidade pode ser explicada por Bauman, que defende que, na modernidade o indivíduo é objetificado, e então pode ser aprovado ou descartado.

Outrossim, cabe salientar a manipulação dos influenciadores digitais na formação de jovens, à exemplo de Kim Kardashian, famosa por agir de forma polêmica e inconsequente, tais como encorajar seus seguidores à romantização de um corpo idealizado e perfeito, apenas possível com inúmeras cirurgias. É certo que isso impacta negativamente jovens, já que a celebridade faz parte da família mais influente da década, de acordo com o jornal O Globo.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas a fim de resolver tal problemática. Logo, é necessário que o Governo Federal em parceria com meios midiáticos notifiquem os pais dos internautas sobre a influência que os jovens estão submetidos via redes sociais, e formas de administrar o conteúdo do qual estão expostos. Tal ação deve ser feita por televisão e rádio, em horário nobre, a fim de amenizar os impactos negativos da formação da sociedade.