O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 31/05/2020
De fato, basta um click na internet e já sabemos de todas as milhares de novidades que rodeiam pelo mundo. Ja que, o digital influencer hoje,é a chave para o engajamento público. Embora, pode-se perceber que muitos deles têm mais engajamentos do que apresentadores de TV, com isso tendo um poder maior de influência. Assim, é importante analisar o impacto desses influenciadores na vida dos jovens, cada vez mais conectados às redes sociais.
Sabendo da força dos influenciadores digitais, as empresas estão investindo nessas celebridades para divulgar seus produtos, devido ao grande alcance de público e na capacidade que eles têm de moldar comportamentos, já que conseguem se aproximar dos seguidores de uma forma natural e que desperta vontade de acompanhar as tendências de moda e estilo de vida. Ou seja, isso se evidencia pela quantidade de publicidade que esses famosos fazem, no entanto, os pais devem orientar os filhos para não se tornarem alvos fáceis dessa estratégia de marketing, que muitas vezes, deixam a ética de lado em nome do estímulo ao consumo.
Além disso, é válido citar casos de atitudes preconceituosas de “youtubers”, que podem contribuir para a construção do caráter do jovem sob alicerces frágeis. Em outras palavras, um exemplo disso é Júlio Cocielo, cujas piadas foram consideradas racistas e repercutiram negativamente na mídia. De fato, comportamentos como esse são inaceitáveis, pois reforçam estereótipos e distorcem a visão de mundo dos jovens, confirmando a ideia de Adorno, que a cultura de massa não apenas nos torna menos inteligentes, mas também incapazes de agir moralmente.
Fica claro, portanto, que os influenciadores digitais têm poder de persuadir e inspirar o comportamento dos jovens brasileiros. Por isso, cabe aos pais e familiares, verificarem o conteúdo dos vídeos assistidos nas plataformas onlines e alertar os filhos sobre a manipulação que existe na mídia, e o Governo Brasileiro deveria impor às plataformas digitais - como Instagram, Twitter, Facebook, entre outros- a revisão do conteúdo publicado pelos seus usuários, para que desta maneira, as plataformas tenham a capacidade de excluir as publicações e banir os usuários que incitarem o ódio, a violência e o preconceito, impedindo assim, que os jovens sejam expostos a qualquer tipo de publicação que afete de forma negativa a construção de seu caráter. Espera-se com isso desenvolver nos jovens uma inteligência emocional que permita fazer escolhas e julgamentos criteriosos, afastados da “indústria cultural”.