O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 01/06/2020

A Web 2.0, atual fase da internet de acordo com o especialista em tecnologia Tim O’Reilly, é marcada pela interatividade entre usuários por meio de redes sociais. Nesse sentido, empresas identificaram oportunidades de venda ao se relacionarem de maneira mais íntima com os compradores, de modo que inserissem no contexto atual os influenciadores digitais. Entretanto, esses influenciadores podem impactar negativamente a vida dos jovens internautas, visto que fazem apologia ao consumismo e aos padrões estéticos.

Precipuamente, cabe ressaltar que os influenciadores digitais cooperam com a cultura do consumismo.  Consoante uma pesquisa da Sprout Social, 74% dos consumidores utilizam suas redes sociais como parâmetro para orientar suas decisões de compra. Influenciadores digitais atraem o público-alvo com o uso da linguagem compatível, e, assim, geram empatia e confiança. Logo, conclui-se que a exibição de produtos instiga a audiência a consumir desnecessariamente, e, portanto, prejudicar o meio ambiente.

Ademais, destaca-se que o grande alcance dos “influencers” permite que o público seja influído a ideologias rasas referentes a estereótipos. Exemplo disso são as blogueiras Gabriela Pugliesi e Gracyanne Barbosa, cujos perfis têm a temática “fitness” e divulgam produtos e métodos para chegar ao físico desejado. Outrossim, a imposição do biotipo “perfeito” causa depressão, alterações no humor, ansiedade, isolamento social e também distúrbios alimentares. Diante do exposto, constata-se que a busca pelos corpos utópicos das figuras públicas não só afeta psicologicamente as mulheres, como também beneficia a indústria da beleza (cosméticos e cirurgias plásticas).

Em síntese, infere-se que é necessária uma mobilização que induza usuários de internet a uma causa que vise a evolução da sociedade. Assim sendo, é imperativo que a família dos jovens usuários supervisione regularmente o acesso destes à internet, bem como apresente a eles influenciadores com foco educacional, tais como o canal Manual do Mundo, por intermédio de aplicativos que restrinjam materiais indesejados. Ainda, cabe às celebridades digitais filtrarem o que postam, mediante uma análise mais detalhada das corporações com quem fazem parcerias. Feito isso, crianças e adolescentes não serão expostos a conteúdos que possam influenciar negativamente sua formação.