O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 03/06/2020

É notório que a publicidade exerce um importante papel na formação de opinião dos consumidores, e vem se difundindo fazendo uso das redes sociais para cumprir seu papel de divulgação de marcas e ideias. Para tanto, se beneficia da imagem dos influenciadores digitais em virtude da visibilidade que adquiriram através de seus perfis com milhares – e algumas vezes milhões – de seguidores, sendo uma boa parte desses composta pelo público juvenil. Dentre outros fatores relevantes, destaca-se a vulnerabilidade dos jovens, que é ainda mais acentuada dentro do cenário das redes sociais, onde são expostos a uma imensa rede de pessoas e produtos. Logo, essa indústria cultural acaba moldando o caráter dessa geração, fazendo com que acreditem que algo é bom ou ruim apenas porque algum “famoso” disse que é.

Primeiramente, vale ressaltar que de acordo com o instituto de pesquisas online Qualibest, cerca de 71% dos jovens brasileiros seguem algum influenciador no mundo digital, e muitos desses influenciadores já propagaram atitudes que ferem a constituição federal. Assim, isso se torna um problema, pois diversas vezes tem um impacto negativo sobre a formação do caráter dos indivíduos. Como exemplo disso, recentemente o “YouTuber” e “influencer” Júlio Cocielo – um dos mais conhecidos entre a massa jovem brasileira - se tornou manchete em diversos jornais e sites devido a piadas racistas feitas em uma transmissão de vídeo – e ainda assim foi defendido pelos fãs.

Além disso, sabendo da força digital que essas pessoas possuem, as grandes empresas apostam fundo nelas para divulgar seus produtos. Dessa forma, pode-se causar confusão na opinião dos seguidores que muitas vezes são levados a crer que o produto sendo divulgado pelo influenciador digital é na verdade a expressão de sua preferência pessoal, e não uma parceria patrocinada.

Em suma, percebe-se que são muitas as adversidades trazidas com essa influência digital, com destaque para a fácil manipulação dos jovens e também para a difusão de uma cultura consumista. Destarte, é possível sanar tais carências com uma maior fiscalização governamental, por meio da criação de órgãos que se dediquem unicamente a isso, para que nossos jovens estejam livres desses aspectos negativos. Em segundo plano, também é necessário que as leis que regem a publicidade online sejam cumpridas a risca, separando o que é divulgação do que é opinião. De tal modo, será possível que a internet não seja usada para prejudicar e sim para ajudar.