O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 01/07/2020
Durante a Grécia Antiga, o filósofo ateniense Sócrates, foi condenado a morte por legisladores políticos, por ser acusado de influenciar de forma negativa o pensamento de jovens. Diante desse relato histórico, sabe-se que, na contemporaneidade, tal influência não parte de grandes pensadores, mas de pessoas comuns que, na maioria das vezes, possuem pouco conhecimento, trazendo, assim, males à sociedade.
Primeiramente, vale salientar que, existe uma sociedade de exibição, a qual pessoas utilizam as redes sociais para manter os modos de comunicar e relacionar. Assim, é notório que exatamente nela se encaixam os influenciadores digitais, os quais são grandes formadores de opiniões e por exporem, principalmente, o seus estilos de vida, experiências e gostos, acabam ganhando a confiança de seus “seguidores”. Dessa forma, tal fato pode ser capaz de modificar o comportamento e a mentalidade dos jovens, que são a faixa etária mais presente nesse âmbito, cerca de 24,3 milhões no Brasil, segundo o site “Agência Brasil”.
Além disso, em um dos episódios da série de ficção científica, “Black Mirror”, mostra uma sociedade extremamente conectada às redes sociais que quanto maior a popularidade de uma pessoa, mais importância ela tem. Diante disso, relacionando aos “influencers digitais”, muitos jovens tendem a querer alcançar a mesma fama deles, o quê pode levar a despreocupação da rotina escolar, da vida em sociedade e das relações concretas.
Portanto, para que não haja impactos tidos como consideráveis, é importante que os pais/responsáveis consigam acompanhar e fiscalizar o acesso de seus filhos nas redes sociais, bem como o Instagram. Desse modo, fica em harmonia com a Constituição Federal de 1988, a qual relata que a educação é um dever dos pais, da família e do Estado; contribuindo para uma formação crítica dos jovens.