O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 02/06/2020
O avanço na tecnologia é de fato uma grande vitória em nível mundial, pois ela permite significativo desenvolvimento em vários setores da sociedade. Entretanto, é evidente que toda essa tecnologia e manipulação por parte da mídia não faz bem principalmente para os jovens, sendo fortemente influenciados e acabam por abandonar o uso do pensamento individual, e muitas vezes, da razão por acreditar e seguir veemente influenciadores, que por fim não carregam conhecimento o suficiente para ministrar corretamente conselho e amparo para menos experientes.
É comum as empresas investir em “digital influencers” para maior divulgação do seu produto, devido ao grande alcance de público e na capacidade de persuasão que eles tem para convencer mais pessoas, em especial para o público jovem que nasceu em uma era tão consumista e para eles é muito mais importante estar por dentro das novidades. Mas é essencial a fiscalização dos responsáveis acerca dessa prática, porque nem sempre as propagandas trazem consigo valores positivos ou produtos realmente úteis, como é o caso de algumas dietas malucas anunciadas com o intuito de perder uns quilinhos mais rápidos e acabam por fazer mal a saúde.
Os filósofos alemães Adorno e Horkheimer criaram o conceito de “indústria cultural”, cuja ideia está relacionada a uma padronização de valores transmitidos nos veículos de comunicação. Confirmando a ideia de que a cultura de massa não apenas nos torna menos inteligentes, mas também incapazes de agir moralmente, podemos citar inúmeros casos preconceituosos de “youtubers” que podem contribuir para a construção do caráter do jovem sob alicerces frágeis.
Portanto, em primeiro lugar se torna essencial a assistência e a fiscalização de pais e responsáveis sobre estes jovens e o conteúdo que eles estão acessando, para ter mais clareza de que ideias os jovens estão tomando como base para a formação de seus pensamentos, além disso, é importante um acompanhamento pedagógico e psicológico para incentivar a procura de outros meios de aprendizagens, além das redes sociais, que também são eficazes e necessários para acumulo cultural.