O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 09/06/2020

O filósofo Sócrates foi condenado à morte com a justificação de que influenciava negativamente o pensamento dos jovens atenienses. Entretanto, nos dias atuais, embora essa motivação não seja oriunda de grandes pensadores, os influenciadores digitais exercem esse papel e, dado isso, ocasionam impactos no comportamento e na saúde dos indivíduos durante a sua formação. Logo, são necessárias medidas que tragam características positivas para o tema.

Em primeira análise, é importante ressaltar que os produtores de conteúdos motivam a perpetuação da sociedade consumista. À vista disso, a série “Icarly” retrata, em um dos seus episódios, os efeitos da popularização de uma determinada mercadoria a partir da utilização de propagandas direcionadas ao público infantil. Dessa mesma maneira, no Brasil contemporâneo, é notório que as empresas utilizam imagens de pessoas influentes para viabilizar a divulgação de inúmeros artigos. Tal situação, somada à vulnerabilidade dos indivíduos em fase de desenvolvimento, proporcionam o agravamento dos impactos capitalistas. Assim, a influência da inserção de comportamentos de compra excessiva desde a infância garante consequências futuras, visto que incentiva a consolidação de novos consumidores.

Ademais, vale destacar que o mundo do marketing é responsável por moldar a conduta alimentícia de vários jovens. Nesse sentido, para o inventor Steve Jobs, a tecnologia é crucial para o funcionamento do mundo atual. Contudo, é perceptível que as numerosas ferramentas encontradas na web, em conjunto com figuras públicas, são encarregadas de modificar a saúde do país. Isso se deve, em razão dos conteúdos focalizados em demonstrações da ingestão abusiva de alimentos processados, nos quais, frequentemente, utilizam elementos atrativos para entreter adolescentes. Dessa forma, essas temáticas induzem a permanência de comidas prejudiciais ao bem-estar no cardápio dos infantos e, por isso, acarretam a difusão da obesidade durante a juventude.

Torna-se evidente, portanto, que medidas são essenciais para reverter tal quadro. Posto isso, compete ao Ministério da Economia regulamentar a publicidade volvida ao público infantil, a partir de aplicações voltadas aos órgãos de fiscalização. Desse modo, será possível efetivar as leis já existentes contra os anúncios abusivos e, assim, promoverá a atenuação dos futuros efeitos ocasionados do consumismo. Além disso, cabe ao Ministério da Saúde auxiliar no combate da alimentação inadequada, a partir da criação de um tratado nacional sobre hábitos alimentares corretos. Sendo assim, será plausível ocorrer a redução do consumo de alimentos prontos no país e, então, ocasionará o decréscimo do índice de excesso de peso entre crianças no país. Feito isso, haverá o fim dos empecilhos que impedem a educação da geração Z.