O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 18/06/2020

No mundo pós Guerra Fria, surgiu a internet, uma ferramenta que, por revolucionar os meios de comunicação, trouxe diversos benefícios para a sociedade. Contudo, hodiernamente, no Brasil, devido a uma ausência educacional e empresas que pregam o lucro acima de tudo, ela tem apresentado diversos pontos negativos para os internautas. Dito isso, faz se necessária uma análise do impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens, visto que, muitas vezes, estes influentes são a fonte desses problemas.

A priori, os influenciadores digitais, incentivados por empresas que visam o lucro acima de tudo, podem ser muito negativos na formação dos jovens. Dessa forma, para o filósofo Émile Durkheim a sociedade a molda o indivíduo. Analogamente, essa maxima vai de encontro a ação desses influentes, pois eles criam tendências e padrões, os quais influenciam diversos internautas, sobretudo, os grupos de idades mais novos, a comprarem os produtos que são apresentados, mesmo sem conhecer ou pesquisar sobre, o que, por isso, configura-se um processo alienador. Para exemplificar isso, a  série de documentários " Desserviço ao consumidor" mostra em um de seus episódios que a indústria de cosméticos dos EUA gasta mais de milhões de dólares anualmente em patrocínio para esses indivíduos que exercem influência em troca de divulgação.

Ainda nessa ótica alienadora, nota-se que a ausência educacional, por parte das escolas, em promover a inserção segura dos jovens no meio digital contribui com esse problema. Dessa maneira, apesar de as instituições educacionais serem as principais responsáveis pela formação da juventude, nota-se que quando se trata do meio digital, o qual os brasileiros estão cada vez mais inseridos, elas se fazem ausentes, e, consequentemente, não promovem uma educação que conscientize aos internautas sobre os pontos negativos do meio digital e como evitá-los, o que facilita ainda mais a alienação deles.

Portanto, é necessário que o Ministério da Educação insira na grade curricular das escolas aulas de ciências tecnológicas, que procurem orientar aos alunos sobre os pontos negativos e como se inserir no meio digital, para que eles não se tornem indivíduos alienados nesse espaço, e assim, por consequência, diminuir o impacto negativo dos influenciadores sobre a juventude.