O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 06/06/2020
Na obra literária “1984” de George Orwell, o autor denuncia a manipulação dos dados por meio do “ministério da verdade”, da qual toda verdade gerada, é editada. Contudo, observa-se, na contemporaneidade à superficialidade dos influencers digitais, colocadas em posições de dominação indireta de consumo e a montagem de êxito sob a geração z. Nesse contexto, surge a indústria cultural, bem como a assimilação cultural como paradigmas dessa problemática.
Deve-se pontuar, de início, a indústria cultural como supremacia de poder e persuasão acerca da formação dos jovens, uma vez que promove a manutenção dos meios de consumo como difusão de informação, coagindo-o, assim, a seguir seus padrões. Posto que, os influenciadores digitais, incrementa como mercadoria uma imagem de ostentação e conforto, assim sendo, ganhando destaque e considerações de falas e ações de alta relevância para com o seu público. Segundo os sociólogos Adorno e Horkheimer, “O sistema capitalista, por meio da indústria cultural, implanta a necessidade de consumo nas pessoas”. A partir desse ponto, nota-se, que os influenciadores associados com o mercado, constitui o cárcere mental em torno da realidade, com a finalidade de restringir o transcender de uma consciência autônoma, permitindo assim, estruturas de controle sob a sociedade.
Outrossim, é necessário enfatizar a contribuição da assimilação cultural, de maneira que uma minoria renuncia a sua tradição instrutiva e incorpora a cultura do grupo dominante, a qual está inserida. Todavia, percebe-se que o designer elaborado para promover os “influencers”, são baseados nos protótipos considerável aceitável pelos meios de comunicação, visando assim, a aquisição dos produtos e a desistência da identidade própria do consumidor. De acordo com Pierre Bourdieu, “A sociedade incorpora as estruturas sociais que são impostas a realidade. Após incorporar-la, a sociedade naturaliza esse padrão, e por fim, o reproduz ao longo do tempo”. Nesse sentido, tudo que é produzido pelas plataformas digitais seja elas: Posturas, colocações de diálogos, moda, estilo de vida e formação de opinião - são aderidos pelo público e congregado a ser refletido na sociedade. Posto isso, verifica-se a atribuição de responsabilidade dessa figura pública, como formadora de opinião e comportamento.
Entende-se, portanto, que a comunidade vigente é extremamente editada e compactada para seguir modos gerados pelos “influencers”. Assim sendo, é responsabilidade do Ministério da Educação, por intermédio das escolas, viabilizar verbas do orçamento público para projetos que possua a finalidade de despertar o discernimento da população em relação a influência dos comandos digitais, sobretudo nas áreas de baixa rentabilidade. Além de efetuar campanhas de abrangência nacional em conjunto com as emissoras de televisão, com o objetivo de atenuar os jovens sobre os tais impactos em sua formação.