O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 09/06/2020

Os avanços tecnológicos permitiram a construção de uma conexão mundial por meio das redes sociais. Assim, a propagação de diversas informações polêmicas ganhou visibilidade por atrair a atenção das pessoas. Tal fato fundamentou a sociedade do espetáculo, que analisada por Guy Debord, o escritor francês diz que ela nunca foi tão bem representada como hoje com os influenciadores digitais. Entretanto, os mais novos profissionais das redes influenciam negativamente na formação dos jovens, já que promovem o afastamento social e a prática de desafios que causam risco à saúde.

Em primeira análise, verifica-se o aumento do afastamento social entre os jovens devido a dificuldade de se relacionarem. Isso acontece porque os adolescentes preferem realizar atividades digitais ao interagir com outras pessoas, promovendo a falta de confiabilidade em terceiros. Segundo um estudo realizado pela Gen.video, foi revelado que os jovens acreditam mais nos influenciadores digitais do que em pessoas de seu círculo social. À vista disso, a falta de interação social durante a adolescência é um empecilho na troca de experiências e conhecimentos, impactando negativamente na formação desses indivíduos.

Além disso, inúmeros adolescentes colocam sua saúde em risco por causa da prática de desafios propostos por influenciadores digitais. Tal fato é exemplificado com uma corrente que se difundiu bastante na rede social TikTok, que desafiava os jovens a virarem um pote de sal na garganta. Isso ocorre devido à necessidade de se tornarem populares nas redes, recorrendo à atitudes que sejam polêmicas. Contudo, o desafio ameaça as crianças, já que segundo a Organização Mundial da Saúde, consumir sal em excesso pode trazer danos à saúde. Dessa maneira, verifica-se a falta de responsabilidade dos diversos profissionais das redes para com os adolescentes, influenciando negativamente nas escolhas de brincadeiras que não são saudáveis.

Dessarte, é imprescindível que medidas sejam providenciadas para reverter o quadro de afastamento social e a prática de desafios que causam risco à saúde dos jovens. Para tal, cabe à família administrar a utilização dos aparelhos eletrônicos dos filhos, por intermédio de tabelas de horários, para que não fiquem o dia todo navegando nas redes sociais, incentivando o maior contato com outras pessoas. Ademais, cabe ao Ministério da Educação conscientizar a população acerca dos riscos de saúde de diversas brincadeiras digitais, por meio de debates e palestras, para que os adolescentes não pratiquem, diminuindo os riscos à saúde.