O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 09/06/2020

Corpos magros, esbeltos e dentro dos padrões impostos pela sociedade se exibem nas redes sociais para aqueles que os querem ver. Em geral “aqueles que os querem ver” são jovens, em grande parte na fase da adolescência. A chuva de “likes” os quais tais fotos recebem atraem estes jovens a um novo tipo de conteúdo: os “posts” de influenciadores.

Influenciadores nada mais são do que pessoas que conseguiram se promover de forme on-line, cuja vida é atraente e, até mesmo, possui um quê de perfeição, o que chama a atenção de adolescentes e jovens adultos que desejam em seu íntimo terem uma vida parecida - se não igual - a de tais influenciadores.

Há um tempo a internet possuía “bloggers”, que eram pessoas que falavam com seus espectadores através de blogs. Passado um tempo chegou a geração dos “vloggers” ou “youtubers”, que se comunicavam com seu público através de vídeos postados em uma plataforma on-line. Atualmente tem-se os “influencers”, uma mistura de “bloggers” e “vloggers” que, com sua imagem, atrai milhares (e até milhões) de seguidores e, como a palavra já diz, os influenciam. Qual marca comprar, qual roupa usar, qual celular ter… Tudo de forma orquestrada por conta de alguma parceria ou contrato com alguma marca ou empresa que, em algum momento, entrou em contato com tal “influencer” para ajudá-la na divulgação.

O resultado disso na mente dos jovens, além de possuírem uma pessoa “pensando por eles” e ditando o que devem vestir, comer, beber ou usar, muitos jovens - em sua grande maioria meninas adolescentes - acabam criando dismorfismo corporal por conta das influenciadoras que seguem, pois sentem-se inferiores por não possuírem os corpos perfeitos e padronizados das mesmas e se culpam ao ponto de cortarem a alimentação. Portanto se há influência, que seja para o bem e que mostre a verdade.