O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 30/06/2020
Os filósofos alemães Adorno e Horkheimer, criaram o conceito de “indústria cultural”, que está relacionado a uma padronização de valores transmitidos nos veículos de comunicação. Nesse contexto, os influenciadores digitais, que são criadores de conteúdo para as redes sociais, acabam interferindo na formação pessoal dos jovens, além de contribuir a torná-los mais consumistas. Com isso, deve-se analisar os impactos dessas influências no desenvolvimento juvenil.
Em primeira análise, os produtores de conteúdos digitais têm grande intercessão no comportamento dos jovens. Um canal do Youtube, chamado Porta dos Fundos, produziu um vídeo com o tema “Influencer”, que satiriza as temáticas perigosas que são produzidas pelos mediadores nas redes sociais, o exemplo usado no vídeo foi- “Empurrei minha avó na escada rolante e olha no que deu”. Coisa absurdas como essa se encontra na internet e têm grandes números de visualizações. Dessa forma, os indivíduos veem esses exemplos e querem reproduzir, tornando uma sociedade sem moral e empatia.
Ademais, nota-se, ainda, que os “influencers” têm grande contribuição com o consumismo dos jovens. As empresas aproveitam do poder deles sobre a população e os contrata para fazer propagandas dos produtos da marca. Nesse sentido, de acordo com a pesquisa TIC Kids Online 2018, 55% das crianças e adolescentes presentes na redes tiveram contato com conteúdos que ensinavam a usar um produto. Em decorrência disso, os indivíduos ao verem as personalidades usando algo, vão querer usar também, como foi o caso de pessoas que compraram um relógio smartwatches, indicado pela youtuber Camila Loures, e vinha danificado, segundo comentários de consumidores no site Reclame Aqui. Vale ressaltar que a prática publicitária não é proibida, mas cada vez mais fica complicado distinguir o que é espontâneo, patrocinado, ou seguro.
Torna-se evidente, portanto, que os impactos causados pela problemática em questão precisam ser revistas. Em razão disso, o Ministério da Educação, em parceria com as escolas deve incluir a disciplina de Educação Digital no currículo dos ensinos infantis, fundamental e médio. Tal disciplina, com o intuito de adquirir senso crítico no meio digital, para que os valores transmitidos pelos veículos de comunicação não afetem nas escolhas e pensamentos dos jovens.