O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 22/06/2020
Com o advento da internet, a sociedade passou a se comunicar virtualmente e a compartilhar informações por meio de diversos suportes “online”. Nesse contexto, em relação ao impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens, percebe-se a repetição de ideias com função persuasiva nas redes sociais. Destarte, a ação dos influenciadores, se aplicada de forma irresponsável, pode ser prejudicial aos receptores.
Primeiramente, é preciso estar atento aos formadores de opinião da atualidade. Segundo pesquisas da Qualibest, 73% dos brasileiros online já adquiriram algo por indicação desse profissional da internet e 81% possuem até 19 anos, o que comprova a maleabilidade, principalmente dos jovens, frente aos influenciadores digitais, que fazem publicidade de clareadores dentais, por exemplo, mesmo exigindo métodos que são reprovados por dentistas e agentes da saúde.
Além disso, a estratégia utilizada pelos perfis se aproveita de uma característica psicológica conhecida como “comportamento de manada”, este refere-se à tendência das pessoas de seguirem um grande influenciador ou um determinado grupo, sem que a decisão passe, necessariamente, por uma reflexão individual. Assim, as informações obtidas são tidas como verdade e reproduzidas com o intuito de se obter o que foi prometido.
Portanto, cabe ao Governo Federal juntamente com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, impor às plataformas digitais -como Instagram, Twitter, Facebook, entre outros- a revisão do conteúdo publicado pelos seus usuários. E também, aos pais e familiares, alertar aos filhos sobre a manipulação que existe na mídia e com isso desenvolver nos jovens uma inteligência emocional que permita fazer escolhas e julgamentos criteriosos, longe da “Indústria cultural”.