O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 23/12/2020
O livro A Cidade Transparente, de 2012, traz uma visão futurística da sociedade, ilustrando possíveis consequências da busca desenfreada por fama através das novas tecnologias. Na atual Era Digital, a realidade não se difere da fantasia. Por meio das redes sociais, os chamados influenciadores digitais estão ganhando força e influenciando cada vez ma-is jovens de maneiras equitativamente negativas e positivas.
A globalização trouxe consigo um grande avanço tecnológico e com ele, o advento da internet, que, por sua vez, possibilitou o surgimento das mídias sociais, estas sendo fundamentais para o trabalho dos influenciadores. Es-tes conseguem cativar seus seguidores - seja pelo humor, aparência, gos-tos similares, trabalhos ou estilo de vida - que, uma vez cativados, são pas-sivos a sofrer grande influência. Segundo um estudo realizado pela Ford, em 2015, a Geração Z se conecta ainda mais facilmente aos influ-enciadores digitais o que, seguramente, explica o poder desses.
Parcela dos influenciadores, conscientes do peso de suas postagens, buscam usar seus recursos para instruir os jovens de maneira construtiva, sem levá-los a seguirem suas ideologias, convicções ou a consumirem seus produtos. Entretanto, isso não ocorre usualmente, atentando que o provento dos influenciadores advêm, na sua maioria, de campanhas publi-citárias para marcas. Os influenciadores trabalham de forma a gerar inte-resse, desejo e necessidade de um produto nos jovens consumidores ou a faze-los a pensar de determinada maneira. Assim, interferem no poder de compra e tornam o mesmo incapaz de pesquisar de outras fontes e adquirir uma opinião própria.
Nesse sentido, cabe somente ao Ministério da Educação e às Instituições de Ensino advertir e instruir as famílias e os jovens através de campanhas, palestras e seminários sobre os perigos das mídias digitais. Assim, os jovens do Brasil crescerão aptos a desenvolver a própria opinião e buscarão mais informações antes de adquirir um produto ou serviço, não sendo mais reféns desse mal disfarçado, proveniente das redes sociais.