O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 13/06/2020
Segundo o pensamento determinista do século XIX, o homem é fruto de seu meio. Essa afirmação confirma-se no contexto social da era pós moderna, no século XXI, no que tange aos impactos que os influenciadores digitais, a exemplo de blogueiros, “youtubers” e “instagrammers”, exercem no cotidiano dos jovens e adolescentes. Dessa forma, por intermédio de meios de comunicação, bem como a televisão e as redes sociais, esses indivíduos são capazes de causar decorrências negativas para toda a população, mas, principalmente para os jovens. Nesse sentido, vale analisar que suas ações ignoram a alta taxa de desigualdade social existente no país e, certamente, contribuem para a tonificação de padrões estéticos preesixtentes na sociedade brasileira.
Primeiramente, é imporatante ressaltar que o Brasil é, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o sétimo país mais desigual do mundo. Nesse contexto, a mídia, com o auxílio dos influenciadores digitais, provoca o aumento do desejo consumista na sociedade, haja vista que eles são usados pelas grandes marcas para fazer propagandas e impulsionar suas vendas. Nesse cenário, consoante a Youpix, cerca de 90% da população sofre impacto de “influencers” na escolha das marcas. Dessa maneira, a indústria midiática despreza grande parte da população que não tem condições financeiras para seguir as tendências efêmeras.
Além disso, é necessário salientar que, conforme a Sociedade Intenacional de Cirurgia Plástica Estética (ISASP), o Brasil é o país que mais realiza cirurgias reparadoras. Decerto, essa realidade decorre, especialmente, em virtude da interferência midiática nos pensamentos e decisões dos jovens. Como prova disso, na década de 1950, a cantora estadunidense Marylin Monroe tornou-se, com o apoio de revistas e da televisão, o modelo ideal de beleza, que influiu sobre a perspectiva de milhões de mulheres ao redor do mundo a respeito da estética. Desse modo, as redes comunicativas fortalecem os padrões de beleza impostos na sociedade.
Em síntese, os “influencers” trazem efeitos negativos para a sociedade, ao desconsiderar as diferenças sociais e consolidar paradigmas estéticos. Logo, cabe ao Ministério da Educação (MEC), por meio da contratação de profissionais qualificados, como psicólogos, promover, nas escolas, debates acerca do consumismo, a fim de reduzir a influição da mídia sobre os jovens. Ademais, os influenciadores devem, mediante veículos comunicativos de amplo alcance, como as redes sociais, postar fotos e vídeos que celebram a diversidade de aparências, com o intuito de desconstruir os padrões de belezas existentes. Assim, com essas medidas, espera-se combater os impactos nocivos dos influenciadores digitais na vida dos jovens.