O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 15/06/2020
Em meados de 2005, o Youtube e o Facebook, duas grandes plataformas digitais, form criados, possibilitando o surgimento de influenciadores digitais, indivíduos disseminadores de novas tendencias e informações com alto influxo mundial. Com a propagação da internet e das redes sociais principalmente entre os jovens, a participação dessas personalidades vem se adequando ao mercado juvenil, sendo que muitas são responsáveis pelo aumento da democratização de informações, outras, porém, são disseminadoras de discursos extremistas e violentos. Sob tal óptica é essencial analisar os impactos que tais personalidades possuem na formação dos jovens.
A priori, é importante comentar a gama de benefícios, no setor informativo, que tais personalidades trazem pra boa parcela dos jovens. Acerca disso, diversos influenciadores utilizam o alcance que grandes plataformas digitais possuem (entre elas o YouTube e Facebook) para a divulgação de sugestões e ensinamentos que auxiliam adolescentes de alta e baixa classe sócio-econômica. Um exemplo desse fato é o setor educacional do YouTube, onde muitos professores de enorme influência - como Paulo Jubilut e Marcelo Sanches - publicam aulas gratuitas que atingem contingentes massivos de jovens e reduzem a exclusão educacional dos mais pobres.
Por outro lado, discursos de ódio e exclusão podem fazer parte do conteúdo de muitos influenciadores digitais, o que é um problema na formação dos jovens. A esse respeito, é válido comentar que, de acordo com o Youtube, as cinco personalidades brasileiras mais relevantes no final de 2019 tinham ideais de extrema direita e desumanos - entre elas o diretor do canal Folha Política. O problema desse fato reside na alta taxa de Fake News exposta por esses influenciadores, assim como das concepções racistas e homofóbicas que muitos pregam, fatores que induzem o comportamento de grande parcela jovem do país, contribuindo para a manutenção de tendências de exclusão e violência.
Com base nos fatos discorridos, percebe-se que a atividade dessas personalidades digitais é muito proveitosa pra grande parcela dos jovens, mas deve ser monitorada para evitar discursos de ódio. Para tanto, o Poder Legislativo, em parceria com a Agencia Nacional de Telecomunicações e as principais plataformas digitais (como Instagram, Facebook, Twiter e Youtube), deve propor a redução da atuação de influenciadores extremistas e com ideais desumanos, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Tal lei exigirá o banimento dessas personalidades das plataformas digitais que utilizavam para a publicação de seu conteúdo, além do pagamento de multas proporcionais à sua quantidade de seguidores. Dessa forma, muitos jovens não terão contato com discursos de ódio de muitas personalidades, enquanto aproveitam os benefícios que outros influenciadores oferecem.