O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 01/07/2020

O advento da internet, possibilitou o acesso da população a diversas “redes sociais”, como: “Instagram, Facebook e WhatsApp”. Contudo, o impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens, evidencia o perigo que existe no “mundo virtual”, já que esses utilizam as plataformas digitais para divulgar produtos ou empresas. Nesse viés, a manipulação capitalista e uso excessivo da tecnologia, corrobora em uma má formação do jovem brasileiro.

A priori, a manipulação capitalista é uma das melhores formas de enriquecer o mercado, pois utilizam a fragilidade psicológica do jovem brasileiro para vender os seus produtos. Dessa forma, segundo os filósofos Theodor Adorno e Marx Horkheimer, o capitalismo utiliza falsas necessidades psicológicas para estimular a compra de bens. Posto isso, os jovens são estimulados a consumir para satisfazer sua felicidade. Entretanto, estes não tem uma educação financeira e gastam muito dinheiro com produtos de alto preço, que podem ser substituídos por outros de menor valor e que apresentam o mesmo efeito, porém, os influenciadores usam o poder do marketing nas “redes sociais” para convencer os jovens a comprar.

Outrossim, o uso excessivo da tecnologia pode acarretar problemas nos adolescentes, já que estes muitas vezes não tem condição de comprar os produtos divulgados na internet. Nesse contexto, de acordo com a escritora Marta Peirano, as pessoas estão vivendo infelizes por causa do vício na tecnologia. Dessa maneira, os jovens brasileiros que não podem comprar os produtos desejados, apresentam problemas no decorrer da sua formação. Uma vez que, o sentimento de infelicidade pode levar o jovem a se distanciar do ambiente virtual, por não possuir os produtos que estão no auge do “mundo digital”.

Infere-se, portanto, que há um impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens. A fim de que esse óbice seja amenizado, o Governo Federal em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, deve propor palestras para conscientização do uso da tecnologia, por meio da comunicação em massa, como: rádio, televisão e internet; para que os jovens não sofram manipulação nas “redes sociais”. Concomitantemente, os pais devem fiscalizar a atividade dos filhos no “mundo virtual”, protegendo-os do uso excessivo da tecnologia, formando assim, uma juventude menos alienada.