O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 17/06/2020

Tomando como parâmetro a sociologia Durkheimiana é possível entender o papel coercitivo dos influenciadores digitais. Assim, ao caracterizar esses comportamentos como fato social, fica evidente, na maioria dos casos, os impactos negativos na formação dos jovens, pois buscam manter a hegemonia capitalista por meio do consumismo e alienação social.

A priori, é importante ressaltar que, diante da dinâmica mercadológica, surgem os influencers como ferramenta de maximização dos ideais capitalistas e na mudança comportamental dos jovens. De fato, um estudo realizado pelo Instituto Qualibest apontou que ao menos 76% dos internautas brasileiros já consumiram produtos ou serviços após a indicação de influenciadores digitais. Logo, é evidente que os youtubers, a partir de uma linguagem informal e intimista, acaba cativando o espectador, levando-o a uma alteração de conduta, inconsciente, no sentido dos ideais de consumo. Dessa forma, assim como a sociedade é um organismo vivo, segundo o sociólogo Durkheim, o mercado também o é, prosperando por meio da exploração de indivíduos alienados.

Diante desse panorama, é evidente os impactos na formação juvenil. Com efeito, apesar de ser possível encontrar influenciadores digitais de cunho educativo, a grande maioria segue os interesses capitalistas, aos quais estão acima das necessidades individuais. É a lógica do ter em detrimento do ser. Com certeza, Zygmunt Bauman afirma em seu livro, “Vida para o consumo”, que as pessoas acabam consumido, mesmo que o produto ainda as satisfaçam, por modismo, status, em um processo de coerção social, onde se encaixam os influencers. Então, fica evidente a mudança de comportamento dos jovens diante da influência dos youtubers, a qual acaba afetando suas visões de mundo e agravando, ainda mais, a liquidez nas relações de consumo e interpessoais.

Fica claro, portanto, os impactos socioeducativos dos influenciadores digitais. Logo, seguido os ensinamentos do filósofo Epicteto, “Só a educação liberta”, é fundamental investir nesse setor. Assim, cabe ao Ministério da Educação subsidiar projetos junto as escolas, nos quais possibilite o debate sobre os malefícios do consumo desnecessário e do papel dos youtubers nesse processo. Além de inserir nas aulas, vídeos de influencers ligados a processos educativos com a finalidade de estimular o senso crítico e reflexivo do aluno. Destarte, será possível minimizar os efeitos da alienação implícita para fins capitalista, pois possibilitará, ao discente, uma formação libertadora.