O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 20/06/2020

Hodiernamente, vive-se a era digital, em que a sociedade está cercada de informações de fácil acesso sobre variados assuntos. No entanto, essa facilidade de se obter respostas, muitas vezes, torna-se um problema, pois as pessoas são constantemente influenciadas por aquilo que vivenciam. Por conseguinte, é necessário questionar sobre o papel que famosos e fãs clubes desempenham em meio midiático e os impactos causados por esses influenciadores digitais na formação do jovem.

De fato, famosos e suas vidas cotidianas estão cada vez mais inseridas no dia a dia do cidadão, e essa realidade pode vir a prejudicar algumas pessoas. Dessa forma, é necessário observar o modo como se é utilizada a web e os conteúdos nela acessados como, a título de exemplo, as redes sociais. Assim como aplicativos de redes sociais: facebook, instagram, por exemplo, são ótimos aliados para a busca de informações, são também um perigo para alguns jovens. Apesar de contribuírem para o entretenimento, artistas em modo geral são grandes influenciadores digitais e suas “vidas perfeitas”, “casas perfeitas” e “carros perfeitos”, podem prejudicar a formação do jovem, uma vez que, persuadido com tais informações pode vir a gerar problemas psicológicos como a ansiedade. Diante disso, questiona-se o conteúdo publicado em larga escala de redes sociais por influenciadores digitais.

Concomitantemente, fãs clubes de artistas contribuem ainda mais com os impactos dos influentes digitais na formação de adolescentes e crianças. Dessa forma, aplicativos de celular como o TikTok,  aplicativo para criar vídeos curtos e compartilhá-los com os seus seguidores, contribui para a alienação da  Geração Z. Destarte, qualquer um pode criar vídeos sem budget, apenas usando a criatividade e seus vídeos costumam ser bastante produzidos, principalmente quando são feitos e divulgados por influenciadores digitais. Desse modo, pessoas cada vez mais jovens adentram esse “universo digital” o que, geralmente, leva ao vício em redes sociais e atrapalha o desenvolvimento pessoal, além de dificultar a concentração e a diminuição de horas de estudo, criando assim um círculo vicioso.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com a Mídia, a elaboração de meios mais seguros de acesso em redes sociais, como a criação de programas para limitar o acesso de menores de dezoito anos sem a permissão dos pais ou responsáveis em aplicativos já existentes tendo como exemplo o TikTok, de modo que o acesso só seja concedido com o envio de um  e-mail do responsável, com o objetivo de diminuir os impactos causados por influenciadores digitais na formação dos jovens e, consequentemente, alienação dos mesmos.