O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 25/06/2020
Com o advento da Terceira Revolução Industrial, no século XX, também conhecida como Técnico-Científico-Informacional, ocorreu o avanço das tecnologias digitais, essencial para o avanço da internet e das mídias sociais contemporâneas. Dessa forma, o trabalho de influenciador digital se popularizou, causando impactos na formação dos jovens, como o estímulo ao consumismo, além de contribuir com os padrões impostos na sociedade. Sendo assim, são efeitos da globalização, proporcionados pela Terceira Revolução.
Em primeiro lugar, segundo Guy Debordy em seu livro “A Sociedade do Espetáculo”, as relações sociais, assim como os homens, são mediadas por imagens, como em propagandas e publicidades, o que demonstra a influência que os blogueiros detém em suas redes sociais. Posto isso, há impactos consideráveis na formação dos jovens, pois desperta em alguns o estímulo ao consumismo, ocasionado pela exposição de produtos propostos pelos influenciadores digitais, possuindo um grande alcance, em decorrência da quantidade de seguidores. Dessa maneira, os jovens adquirem os produtos, em geral supérfluos, em razão do seu significado simbólico, atribuído através do influenciador.
Em segundo lugar, de acordo com Zigmunt Bauman, sociólogo polonês, a fluidez das relações sociais, políticas e econômicas são características da modernidade líquida do século XX. Sob essa ótica, os limites entre a beleza e a estética se tornaram padrões impostos na sociedade, tendo uma persuasão direta da mídia, e dos influenciadores digitais, o que reflete a liquidez social adquirida por meio das redes sociais. Nesse sentido, as pessoas submetem-se a contratempos, a fim de atingir um padrão de beleza, como acontece na bulimia e anorexia, transtornos alimentares adquiridos pela insatisfação corporal de alguns, impactando veemente na formação, principalmente, dos jovens, e no seu desenvolvimento pessoal.
De acordo com o exposto, o Ministério da Educação, em parceria com as escolas e familiares, devem realizar campanhas em prol da aceitação pessoal, além de oferecer acompanhamento psicológico e nutricional para aqueles que possuem distúrbios alimentares ou não conseguem se desvincular dos padrões de beleza, a fim de aumentar a autoestima dos jovens, e promover uma maior aceitação entre eles, assim como evitar possíveis doenças advindas dos padrões impostos. Feito isso, o consumismo estimulado pelos influenciadores digitais será reduzido, e assim, os impactos trazidos com o avanço da mídia na Terceira Revolução Industrial serão amenizados.