O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 23/06/2020

Basta o deslizar de um dedo para conectar-se ao mundo e ter acesso às novidades e informações em tempo real, ao adentra-se nesse universo dinâmico das redes sociais, é habitual deparar subitamente com os influenciadores digitais, antigos anônimos que ganharam espaço para serem formadores de opiniões, dotados de um forte potencial de engajamento que ultrapassa os limites da internet, com o domínio de dissuadir pessoas, em especial os jovens com o caráter em formação, deslumbrados e suscetíveis a todo tipo de desejo.

A luz de Mark Zuckerberg, jovem fundador de mídias sociais como facebook “Pessoas influenciam pessoas. Uma referência de confiança é o Santo Graal da propaganda.”- Indubitavelmente, a existência dos influenciadores, relaciona-se com a facilidade de usufruir da mesma linguagem, jeito e comportamento que reportam familiaridade e aproximação com quem os seguem, lhes dando abertura para disseminar conteúdos e opiniões, capazes de moldar o comportamentos de seus seguidores, que gradativamente tornam-se fãs e os enxergam como espelhos de vida. Nesse mesmo raciocínio, o influenciador torna-se o veículo mais rápido de uma marca atingir o consumidor, impelindo nele indiretamente, o desejo de adquirir a mesma felicidade, o cabelo, a beleza, a disposição, o corpo e a vida, similares aos da pessoa que os influenciam.

A partir do momento que uma plataforma digital, transforma-se em um catálogo de vidas aparentemente perfeitas, o influenciador torna-se um empresa, e pode contribuir negativamente na formação de caráter do jovem que o assiste, criando um mundo onde tudo é perfeito, feliz, lindo, fácil e luxuoso, totalmente controverso a realidade e as emoções humanas, alimentando ansiedade, bullying, depressão , baixa auto estima e frustrações de jovens que não conseguem enquadrar sua realidade ao mundo virtual. Ademais, há entre os jovens e os pensamentos de seu inspirador, uma tendência em torná-lo representante de uma classe ou movimento social, alguns o idolatram, incitam violência e raiva quando o mesmo é  contrariado na mídia.

Seguramente é importante estabelecer soluções para essa problemática, os influenciadores deveriam usar de suas plataformas, para dar exemplos de bom comportamento, repudiando agressões e violências. As empresas devem patrocinar diversos estilos de influenciadores, resultando em diferentes representatividade e ideais na formação dos jovens. Quanto ao poder público, por meio de campanhas interativas em escolas valorizar o real, as emoções e sentimentos dos jovens, poderiam também por meio de leis, darem autonomia para as plataformas banirem e excluir usuários que propagam violência. impedindo que o jovem seja expostos a publicações que o afete na construção de seu caráter.