O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 05/07/2020
Na novela da rede globo, " A dona do pedaço", uma das personagens principais,Vivi guedes, era uma influenciadora digital muito famosa. Nesse sentido, a trama retratou a forma como pessoas como Vivi inspiram várias pessoas, por exemplo, a personagem Josiane, uma jovem encantada pelo mundo do glamour e do sucesso que essa carreira proporciona. Sendo assim, fora das telas, a realidade não é diferente, pois, no mundo atual, o impacto que os influenciadores têm na formação dos jovens é imenso. Porém, apesar de produzirem conteúdos interessantes, a influência dessas pessoas pode trazer consequências, como a idealização de uma vida perfeita e a questão dos padrões de beleza.
Deve-se destacar, primeiramente, a idealização de vida perfeita como um dos complicadores do problema. Desse modo, segundo o poeta português, Fernando Pessoa, " Adoramos a perfeição, porque não a podemos ter, repugna-la-íamos se a tivéssemos". Nessa perspectiva, nota-se que os jovens, que acompanham a vida de influenciadores, tendem a idealizar uma vida sem problemas como, luxo, legião de seguidores, fama e glamour. Dessa forma, nota-se como essa influência pode ser negativa na formação dos jovens, pois, a maioria deles acabam se frustrando com a própria vida e,muitas vezes, acabam despertando o sentimento de inveja.
Outrossim, vale ressaltar que nas redes sociais, principal ferramenta de trabalho dos influenciadores digitais, é comum as pessoas, principalmente as mulheres, se exporem para seu público, mostrando um tipo físico que a maioria das meninas desejam. Nessa lógica, no momento atual, a questão da magreza se tornou algo bastante almejado por várias jovens, já que, suas respectivas influenciadoras possuem um corpo magro e sem aqueles “defeitos” que quase todos possuem. Sob essa ótica, as jovens, até mesmo crianças, são vulneráveis nesse tipo de situação que, consequentemente, pode gerar distúrbios alimentares como bulimia e anorexia e desenvolver a depressão.
Em suma, é necessário que o Ministério da Educação, em parceria com as famílias, insira, por meio de políticas públicas, nas escolas palestras, com psicólogos, sobre como conviver com a internet e a influência que ela exerce, a fim de garantir que os jovens ser tornem pessoas menos vulneráveis e sejam capazes de refletir sobre a realidade e nela atuarem. Logo, tais medidas visam combater o empasse de forma precisa e democrática. Ademais, de acordo com Confúcio, grande filósofo chinês, " não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros".