O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 26/06/2020
Sabe-se que o desenvolvimento da internet ao decorrer dos anos, tornou possível obter variados tipos de entretenimento em plataformas como o Instagram, que possui influenciadores que parte de seus seguidores são jovens. Por conta de estarem em desenvolvimento dos seus pensamentos, ler os argumentos polêmicos de seus modelos virtuais favoritos torna-os corretos sem ao menos realizar uma pesquisa sobre os assuntos abordados ademais, nem todos os perfis são recomendados. Por conta de abordarem temas impróprios numa atmosfera sem filtro, dificulta o controle dos pais do que pode ser achado. Com isso, faz com que os famosos nas plataformas digitais apresentem um grande impacto na formação dos jovens, afinal conforme o acesso é facilitado menos é possível ter controle do que é divulgado.
Nota-se a preocupação existente sobre os discursos que comprometem o pensamento próprio. A pesquisa realizada pelo Instituto Qualibest mostrou que 71% dos jovens seguem algum influenciador que apresentam atitudes preconceituosas ou que ferem a Constituição Brasileira, e tem-se como exemplo a influencer Luisa Nunes Brasil, que opinou sobre os protestos contra violência policial. Nos vídeos postados, disse que o racismo sempre irá existir, pois, é um instinto de defesa. Deve ser lembrado que existem menores de idade nas plataformas que estão em construção de caráter, e consequentemente muitos são influenciados por esse raciocínio negativo e julgarem como certo.
Outra preocupação constante aos responsáveis é o acesso a temas indevidos para a idade. De acordo com dados divulgados pela ONG Safernet, oito em cada dez crianças brasileiras possuem acesso à internet, e pode-se entender que a nova de geração já nasce conectada com o mundo digital, e são expostos a vários riscos de conteúdos inapropriados para sua idade. Em razão de temerem os aplicativos que permitem a conversa entre estranhos, podem ser mal interpretados ao usarem programas com o objetivo de garantir a segurança dos mais novos, que apresenta como função o acesso ao histórico de atividades realizadas e gerar conflitos sobre a invasão de privacidade.
Portanto, podem ser elaborados projetos que impõem aos desenvolvedores das plataformas a revisão das publicações feitas pelos usuários diariamente, que possam comprometer os Direitos Humanos com o desenvolvimento realizado pelo governo brasileiro, o que irar gerar como benefício a diminuição de conteúdos que possuem ódio. Palestras educativas desenvolvidas pelo Ministério da Educação, e demonstrem aos responsáveis como achar o conteúdo correto para seus filhos de acordo com sua faixa etária na internet, e que fossem realizadas na rede estudantil particular e pública, melhorará o controle dos pais sobre os tópicos acessados.