O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 23/06/2020

Anacrônico, música da cantora e compositora Pitty, faz uma critica ao sistema capitalista e sua influência no comportamento das pessoas. Paralelamente a essa canção, atualmente, os influenciadores digitais tornaram-se, dessa forma, uma “mão” desse sistema ao estimularem nos jovens não só o consumo exagerado, como a sensação de incapacidade ao buscarem o “glamour” que tanto vêm nas redes sócias.

Em primeiro lugar, os jovens acabam consumindo de maneira inconsequente por causa desses influenciadores. Em busca de um mercado mais fiel, as marcas buscam por perfis nas redes sociais com um alto público e, quando esses influenciadores fazem a propaganda do produto, costumam reforçar mais o lado positivo que o negativo. Consequentemente, esses jovens compram sem refletir sobre a necessidade de adquirirem, como o caso da blogueira Boca Rosa que disse em sua conta de Instagram que havia emagrecido por causa de uma marca de alimento quando, na verdade, tinha feito um procedimento cirúrgico.

Em segundo plano, os adolescentes vão à busca dessa vida de fama e do sucesso financeiro e, quando frustrados, tendem a desenvolver problemas psíquicos. Na nossa sociedade, a ideologia capitalista em que tudo é possível através do trabalho bem feito, segundo porém, segundo o filosofo Byung-Chul Han essa visão é denominado por ele de excesso de positividade que acabou levando o mundo a uma onda de transtornos mentais como depressão, ansiedade ou síndrome de Burnout.

Portanto, para fazer com que os adolescentes reflitam sobre a problemática, urge que a Secretaria Especial da Cultura invista em filmes ou peças para fomentar o debate entre esses jovens sobre tal influência exercida sobre eles e como isso pode causar doenças psíquicas. Além do exposto, o MEC deve investir em palestras nas escolas sobre saúde mental, consumo, e glamorização da fama para que os estudantes entendam que a vida não é o que é visto nas redes sociais.