O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 28/06/2020

Como dizia o escritor e jornalista George Orwell, “A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”. Assim, tal ideia está relacionada com o marketing das propagandas nos veículos de comunicação, onde no cenário atual são encontrados em diversas redes sociais e são liderados por influenciadores digitais, assim conhecidos como “influencers”. De fato, é significativo destacar a importância que o grupo exerce hoje no mercado, alavancando marcas e empresas com suas divulgações. Todavia os mesmos também conseguem persuadir o público exalando a ideia de uma vida perfeita onde tudo é fama e sucesso, algo que pode distorcer a visão de mundo dos jovens.

A conhecida Geração Z, compreendida entre 1995 e 2010, sofre grandes impactos com a intervenção da imprensa, estudos feito pela Youpix, plataforma digital focada em discutir como o adolescente usa a internet, mostrou que 64% dos jovens de 18 a 34 anos já utilizaram influencers como uma fonte para conhecer ou comprar algum produto, algo que favorece bastante a empresa propagandista. Em vista, pode-se dizer que a publicidade tradicional perdeu e continua perdendo muita força. Jornais, programas de TV e entrevistas estão cedendo cada vez mais espaço para o Instagram, Youtube e Twitter por exemplo.

Por outro lado, é importante ressaltar que é valorizada uma ilusão no qual “ter”, é mais significante que “ser”. Milhões de pessoas, com relevância em crianças e adolescentes, são expostos diariamente à publicações de alguns influencers, onde eles querem ser, ter e viver no mundo que está sendo retratado, que muitas das vezes é diferente da realidade. Além disso, há presente muitas atitudes preconceituosas e repugnantes passadas em vídeos, que podem contribuir diretamente para construção do caráter do público espectador, confirmando a ideia do filósofo alemão Theodor Adorno, “a cultura de massa não apenas nos torna menos inteligente, mas também incapazes de agir moralmente”.

Logo, é visto o poder que o grupo de influenciadores exercem na sociedade e acabam por inspirar o comportamento das pessoas. Para que não ocorra nada de uma maneira negativa, é de suma responsabilidade dos responsáveis a verificação constante do conteúdo assistido pelos filhos, para assim alertá-los sobre o domínio presente na mídia e não os deixarem virar “alvo fácil” dessas estratégias de marketing. Por parte do Governo, deveriam ser impostas às plataformas digitais a revisão dos teores publicados e assim, dessa forma, excluir conteúdos com incitação a violência, ódio ou preconceito. Espera-se a partir disso fortalecer nesse público, a maturidade para suas escolhas próprias sem influência da “indústria cultural”.