O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 26/06/2020
A internet é uma grande parceira das empresas no que se se trata de estratégias de marketing, e sua principal maneira de vender produtos é por meio dos chamados influenciadores digitais. Estas são pessoas que usam de seu alto alcance de seguidores e seu carisma para assim persuadir pessoas a consumirem determinado produto em troca de uma comissão vinda da empresa que o contrato. Grande maioria dos que acessam as redes são crianças e jovens, públicos muito influenciáveis, que são os alvos das empresas. Logo, mostra-se necessário analisar o impacto dos influenciadores na vida dos jovens e as possíveis más consequências que isso pode trazer.
Pesquisas feitas por diversos veículos já apontam a importância da opinião de um “influencer” na hora das pessoas comprarem determinado produto. Uma prova disso é de que o mercado digital movimentou mais de 4 bilhões de dólares em 2017, e só vem crescendo cada vez mais de 3 anos para cá. O site Youpix mostrou que cerca 64% dos jovens entre 18 e 34 anos basearam-se em indicações de influenciadores ao realizar suas compras. É possível criar um paralelo entre a sociedade atual e conceitos criados no início do século XX, mais precisamente o conceito de indústria cultural ou cultura de massa, elaborados pelos filósofos alemães Theodor Adorno e Max Horkheimer.
A premissa de indústria cultural diz respeito às estratégias do capitalismo para padronizar as necessidades de todas as pessoas através de veículos de comunicação de massa. Estes veículos fariam o papel de bombardear incessantemente a população com propagandas de produtos, à primeira vista inovadores, para que assim se criasse uma falsa ideia de necessidade de se obter tal produto e consequentemente houvesse lucro exorbitante. Com a internet integrando a todos, percebe-se que tal fenômeno é muito mais abrangente, e impulsionado pelos influencers, pode desenvolver um futuro com adultos cada vez mais consumistas e alienados.
Diante do exposto, torna-se evidente que medidas devem ser tomadas perante tais implicações. Sendo as crianças o público mais influenciável pelas propagandas, à começar pelo governo, o Ministério da Cidadania deve elaborar campanhas de conscientização dos responsáveis para os conteúdos que as crianças consomem na internet. Também faz-se essencial um apelo para que os influenciadores revejam os conceitos de como influenciar de maneira consciente e menos invasiva, e que também foquem em conteúdos que ajudem na formação da nossa sociedade como um todo. Assim, os fenômenos da indústria cultural podem ser evitados para que se possa criar uma sociedade mais consciente de si própria.