O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 26/06/2020

A globalização proporcionou a aproximação de indivíduos, além de tornar o acesso à informação mais acelerado, e tudo isso só foi possível através de algumas ferramentas, dentre elas a internet. Por meio dela, surgiram pessoas que apresentaram suas habilidades, os “digital influencers”, facilitando e persuadindo outros cidadãos. Apesar de a maioria das vezes auxiliarem jovens, também exibem uma vida falsa, o que faz com que o público passe a detestar a sua própria realidade, almeje uma impossível, e consequentemente se frustre por não conseguir.

Segundo a Youpix, apenas 10% das pessoas com 18 a 34 anos não foram impactadas por influenciadores nas redes sociais. Esses dados só comprovam que a maioria dos indivíduos são facilmente manipulados, se tornando algo preocupante, pois nem sempre o conteúdo apresentado traz benefícios para quem acompanha. Uma boa parte dos “influencers” exibem rostos e corpos perfeitos, extrema felicidade, casas magníficas e um estilo de vida invejável, quando na realidade são infelizes, além de terem passado por diversos processos cirúrgicos para alcançar a perfeição.

Por consequência dessa falsa imagem apresentada nas redes sociais, o público-alvo passa a desejar uma realidade inalcançável e por não conseguir, desenvolvem problemas e doenças psicológicas, tais como a baixa autoestima e a depressão, além de gerar um vício nesse tipo de conteúdo.

Através dos dados apresentados, é perceptível que medidas precisam ser tomadas. Portanto, o Governo deve, por meio do Ministério das Comunicações e do Ministério da Educação, promover seminários e palestras que capacitem e conscientizem os “influencers” a produzir conteúdos que agreguem conhecimento de forma produtiva e benéfica. Dessa forma, possíveis problemas psicológicos poderão ser evitados, pois os jovens passarão a copiar um estilo de vida dentro da sua realidade e consequentemente, existirão boas influências no meio digital.