O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 26/06/2020
Em meio a pandemia do Novo Coronavírus, uma importante influenciadora digital, Gabriela Pugliesi, deu uma festa em sua casa e publicou diversas fotos em suas redes sociais, as postagens realizadas pela influente digital causaram diversas críticas. Assim como Pugliesi, pessoas que realizam esse trabalho têm uma grande responsabilidade por estarem expostas à muitas pessoas que podem ser facilmente influenciadas, como jovens e até crianças. Portanto, é de extrema importância que tais profissionais tenham noção do impacto que podem causar e, com isso, não trazerem a dissonância da realidade que é causada pela desigualdade, para que assim não sejam apenas um idiota com voz, como dito pelo acadêmico Umberto Eco.
A democratização do acesso à internet, mesmo que ainda seja não de alcance universal, trouxe consigo um local de fala para todos, isto posto, os influenciadores digitais ganharam espaço, nem sempre agindo com responsabilidade. Autor do livro “O Nome da Rosa”, Eco, afirmou que as redes sociais dão o direito à palavra a uma “legião de imbecis”. Tal fala é exemplificada pela quantidade de atitudes e informações erradas presentes no cenário cibernético atual, que muitas pessoas podem considerar conhecimento e a partir disso ter influência na educação de uma geração. Então, é necessário que tais profissionais tenham noção do impacto que uma publicação pode gerar e ajam com responsabilidade.
Ademais, a internet abre espaço para a potencialização de personagens e, diante da desigualdade presente na sociedade atual, isso faz com que o influenciador fuja da realidade de outros. No caso de Gabriela, ela já havia contraído o vírus e seus amigos não viam importância em uma possível contaminação, o que diverge da grande parte de seus seguidores. A partir disso, houve uma série de críticas em seu perfil que fez com que ela apagasse sua rede social, isso se dá por conta da consciência e do pensamento crítico, que é de extrema necessidade para que não haja uma influência negativa para a educação daqueles que seguem determinado influenciador que se mostra em uma realidade discordante de outras.
Por conseguinte, fica clara a necessidade de compreensão dos espectadores quando a discrepância da realidade presente nas redes sociais e a necessidade do senso crítico para avaliar conteúdos que ali estão presente. Faz-se necessário, por parte do Ministério da Educação, o incentivo às discussões de tal pauta em escolas para que aqueles que influenciam negativamente não atinjam a educação de jovens. Tais discussões podem ser realizados em formato de debates ou palestras, dessa forma tornando algo didático. Com isso, os “idiotas com voz” não serão ouvidos.