O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 27/06/2020
Sabe-se que, desde o início da era tecnológica, a humanidade tenta melhorar os meios digitais e aproximar mais as pessoas para perto deste “mundo”. A inúmera produção de aparelhos eletrônicos e o surgimento de vários serviços de internet mostram o novo “território” o qual a maioria da população busca fazer parte atualmente. Assim, é visível que as pessoas estão se adaptando e trabalhando pela internet. Além disso novos empregos são criados, como é o caso dos influenciadores digitais, nova forma de lucro nas redes sociais e de transmissão de vídeos. Uma opção que necessita cuidado, pois, ao mesmo tempo que pode propagar o conhecimento pelo mundo, também pode causar a manipulação na decisão e desinformação dos jovens, como exemplo.
Por um lado, alguns influenciadores, como Felipe Castanhari (Youtuber), Débora Aladim (Professora) e Levi Kaique (Engenheiro Civil), são importantes dentro da sociedade. No caso dos dois primeiros, seus conteúdos são, muitas vezes, sobre História e ambos conseguem levar conhecimento para os interessados e, principalmente, para o público jovem, além de usar sua visibilidade para ajudar os outros. Enquanto Levi aborda temas importantes e tira dúvidas sobre o racismo, muito presente desde o passado até os dias atuais. Ademais, ele também ajuda causas sociais. Esses são alguns exemplos de influenciadores que conseguem trabalhar comunicando-se com as pessoas, mas de forma consciente.
Por outro ponto de vista, existem também aqueles que somente se importam em conseguir mais parcerias, ganhar seu dinheiro na internet e fazer cada vez mais publicações, mas sem filtrá-lo. Dessa forma, é possível que muitos que acompanham esse tipo de influenciador acreditem veementemente no que lhes é dito, verdade ou não, podendo mudar suas decisões futuras. Segundo uma pesquisa feita pelo Instituto Qualibest, 71% dos 4.283 entrevistados seguem algum influenciador (81% desse número possuem até 19 anos) e 55% deles afirmaram que buscam a opinião dos criadores de conteúdo antes de fazer uma compra importante, por exemplo.
De acordo com os fatos supracitados, para acabar com a manipulação na decisão dos jovens, não somente em compras, mas em questões sociais mais importantes também é necessário uma movimentação conjunta entre o Ministério da Educação e a mídia. O MEC poderia instruir escolas a desenvolver palestras sobre fontes de informação confiáveis e o perigo de serem influenciados por alguém desconhecido. Outrossim, a mídia poderia produzir propagandas que conduzissem o jovem a seguir os perfis mais confiáveis nas redes. Dessa forma, as suas decisões futuras para com a sociedade seriam desenvolvidas pela própria pessoa, sempre embasadas em fatos verídicos e de fontes verdadeiras.