O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 03/07/2020

Influenciadores digitais e seus impactos nas vidas dos jovens.

Quem nunca ficou com a auto estima baixa depois de ouvir muita positividade? Infelizmente vivemos em um mundo em que as empresas fazem qualquer coisa para ganhar dinheiro, sem se preocupar com a saúde e os sentimentos de quem atingir.

Os famosos ‘‘influencers’’ estão por toda parte, basta abrir o instagram, o Facebook ou o YouTube para se deparar com um. Essa nova onda de manipulação social causa grande impacto na formação dos jovens, já que quase todos tem fácil acesso aos meios em que eles atuam tentando convencer que a ‘‘vida perfeita’’ existe e depende de ter, ou dando dicas ‘‘positivas’’ que muitas vezes acaba deixando a pessoa mais desanimada por não conseguir alcançá-las.

Conforme dados de uma pesquisa feita pela empresa Oberlo em 2019, cerca de 42% da população mundial usam ao menos uma rede social, na maioria jovens. Com o crescimento destas, as empresas criaram formas de influenciar discretamente essa parte da população, por meio dos influenciadores digitais (‘‘influencers’’, ‘‘creators’’ ou criadores de conteúdo). Mas o que muitos não sabem, é que os influenciadores digitais não são apenas aqueles patrocinados por empresas, mas todos que tem fama pelas redes sociais e com isso, conseguem criar afinidades para conseguir ter o poder de moldar os pensamentos e comportamentos do intelecutor. E é aí que chegamos em um ponto importante: o poder deles.

Os influencers, na maioria, mostram ter vidas perfeitas, com fama e realizações, omitindo suas dificuldades. E estes fatores irreais, combinados com o poder de influência, causa insatisfação ao intelecutor por não ter a vida como a deles. Muitos desejam ser influenciadores por tal motivo. Receber produtos e bens materiais, viver uma vida de glamour, ter efeito sobre as decisões dos outros, ganhar muito dinheiro, etc. A sociedade passou a acreditar que felicidade pode ser comprada, o que também é sugerido pelos influencers patrocinados, que desejam vender produtos.

Tendo em vista os aspectos observados, os influenciadores digitais devem mudar seus meios de agir, mostrar que a vida tem dificuldades e parar com o que é chamado de ‘‘positividade tóxica’’, pois positividade nenhuma nunca resolveu de fato o problema de alguém. Deveriam agir pensando no real bem da população, como os youtubers Drauzio Varela, que populariza a informação médica no Brasil; Almir Júnior, que mostra que podemos viajar e viver sem depender do dinheiro; Júlia Tolezano (Jout Jout) que apresenta vários assuntos importantes, de abuso infantil á valorização da cultura; Lúcia Helena Galvão, que ensina publicamente filosofia; entre outros.