O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 29/06/2020
É notório que cerca de 71% dos jovens brasileiros seguem algum tipo de influenciador, de acordo com uma pesquisa da Qualibest. Sabe-se que na realidade populacional, as influências digitais têm grande responsabilidade na formação dos jovens, os manipulando para segmentos bons ou ruins.Valoriza-se uma ilusão na qual o ter significa mais que ser. O digital influencer hoje, é a chave para o engajamento público. Todavia, segundo o que o escritor José Saramago aborda em seu livro “Ensaio sobre a cegueira”, as pessoas têm se tornado cegas no mundo contemporâneo. Essa alienação pode ser observada no universo virtual, onde adolescentes são facilmente seduzidos pela vida inalcançável imposta pelos influenciadores digitais. O impacto demasiado dos influentes pode levar ao consumismo e graves problemas psicológicos.
Em primeiro plano, a população juvenil se deixou influenciar demais pelos influentes, que é comum em um sistema dominado por questões materiais, em que o apelo do capitalismo penetra profundamente no pensamento humano. É preciso atentar-se para o consumismo. “Consumo, logo existo”, é a frase do sociólogo Zygmunt Bauman. O consumismo é um tipo de coerção que permite que indivíduos comprem bens, mercadorias e / ou serviços de maneiras ilimitadas e desnecessárias.
Segundo o filósofo Guy Debord, em seu livro “Sociedade do Espetáculo” a sociedade, há uma espetacularidade da vida na qual os cidadãos se tornam um público passivo consumindo a imagem. Esse conceito ajuda a entender o porquê que as celebridades digitais mostram sua melhor versão estabelecendo um relacionamento dominante com seus observadores. Com essa alta exposição, pessoas tentam alcançar a vida “perfeita” imposta pelos influenciadores. Dessa maneira, muitos se frustram por não terem tal realidade e entram em um estágio de doenças psicológicas. A juventude informa que as plataformas exacerbaram a ansiedade e a depressão. Segundo a OMS, 10% dos jovens sofrem de problemas psicológicos por conta da alta exibição dos influenciadores.
Portanto, consumidores e seguidores devem ficar mais conscientes e atentos à influência a que estão sendo submetidos e, assim optar por seguir influentes éticos e ecologicamente corretos para que contribua à boa formação do público juvenil. Além disso, cabe à família estabelecer limites, dialogar e ensinar a esse público a diferença entre ficção e realidade. Ademais, é importante que o governo, juntamente com o ministério da ciência, tecnologia, inovações e comunicações realizem uma fiscalização mensal por meio de reuniões com o propósito de controlar e evitar que o marketing influencial desvie as ações das pessoas.