O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 03/07/2020
Com o advento da Revolução Tecno-Científica-Informacional, as barreiras de comunicação entre os diferentes povos foram suprimidas, devido à crescente inovação tecnológica e a construção de um mundo globalizado. Entretanto, esta facilidade de interação entre as pessoas, ocorrida de forma célere e desorganizada, estabeleceu novos padrões sociais vigentes, principalmente, por intermédio das “redes sociais”, na figura de agentes conhecidos como influenciadores digitais. Nessa conjuntura, o poder de influência das personalidades virtuais sobre a sociedade é uma forma de controle social.
Nesse ínterim, o filósofo Zygmunt Bauman conceitualiza as relações hodiernas, em sua obra “A Modernidade Líquida”, com aspectos efêmeros, sem solidez e imediatistas. Dessa forma, cada vez mais a população, por sua sede intensa de novas informações, ingere-as em uma quantidade excessiva, sem o devido pensamento crítico necessário para julgamento das mesmas. Assim, torna-se por verdade aquilo que os influenciadores “postam”, relativizando seu senso de vontade própria, inerente a um povo livre.
Ademais, a falta de pensamento crítico, em um aspecto coletivo, é uma ferramenta poderosa para a manipulação de um grupo. Destarte, após o fim da Primeira Guerra Mundial, a nação alemã, sofrendo em razão de uma crise identitária, após a derrota bélica e os onerosos castigos oriundos do Tratado de Versalhes, sofreu influência de um líder ditatorial, que culminou nas atrocidades do regime nazista, durante a Segunda Guerra Mundial. Analogamente, o cenário de massificação cultural, promovido pelas principais potências capitalistas, com o fim de consolidar o capitalismo financeiro, utiliza da influência digital para determinar as escolhas da sociedade moderna.
Portanto, é notório que medidas são necessárias para minimizar a influência digital na população. Desta maneira, o Governo Federal, sob a figura do Ministério da Educação, deverá intensificar o ensino de Filosofia nas escolas, por meio da reestruturação da grade curricular dos estabelecimentos de ensino. Deste modo, incentiva-se a gênese do pensamento crítico comunitário, evitando, então, que as pessoas sejam suscetíveis a expressões de controle social, e, consequentemente, cria-se uma identidade nacional mais livre e consciente de suas escolhas.