O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 03/07/2020

A internet surgiu no contexto da Guerra Fria, momento em que qualquer inovação tecnológica poderia contribuir na disputa lidera pelos blocos ideológicos e antagônicos. Por consequência disso, o acesso ao meio virtual tornou-se mais frequente e popularizado devido à essa conquista técnico-científica. Nesse sentido, cada vez mais o número de influenciadores digitais tem sido comum, o que torna necessário discutir sobre os impactos que esses indivíduos podem causar nos jovens como a alienação e o incentivo ao consumismo.

Convém analisar inicialmente, que, de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, as redes sociais são muito úteis e oferecem serviços bem prazerosos, mas são uma armadilha. Nessa lógica,  aplicativos como instagram, tiktok e facebook são as principais ferramentas que os influenciadores utilizam para publicar opiniões que acabam exercendo influência nos jovens, tanto positiva, quanto negativa, uma vez que essa faixa etária é a que mais faz uso da web. Como resultado, é possível que as falas desses influenciadores seja caracterizada pela falta de embasamento moral ou ético, visto que a maioria dos conteúdos possuem teor de distração. Por conseguinte, isso resulta na influência negativa na formação social dos adolescentes, pois os usuários podem ser cometidos a um processo de alienação de forma que política, educação, por exemplo, passam a ser deixadas em segundo plano.

Outrossim, de acordo com o filósofo Michael Foucault, o poder é uma espécie de rede formada por mecanismos e dispositivos que moldam os comportamentos, atitudes e discursos. Dessa maneira, os influenciadores digitais exercem uma coerção nos sujeitos que faz com que esses passem a adotar atitudes que são passadas à eles geralmente associada à benefícios. Em outras palavras, alguns influenciadores, por serem patrocinados por marcas de estéticas ou modas, realizam propagandas em sua maioria “utópicas” de um certo produto que lhe confere extrema satisfação. Sendo assim, essas ações contribuem ainda mais para o consumismo de massa, além de causar problemas na auto estima de cidados que não possuem condições socioeconômicas para adquirirem a mercadoria.

Fica evidente, portanto, a urgência de medidas para resolver o problema. Logo, cabe ao Ministério da Educação promover o incentivo ao combate do uso excessivo das redes sociais por meio de palestras e teatros que encenem e retratem sobre a alienação que os alunos estão expostos na esfera virtual, com intuito de que esses cidadãos ao acessarem à internet, não venham ter sua criticidade comprometida. Ademais, é dever da Mídia realizar congressos destinadas à influenciadores por intermédio de reuniões semestrais que conscientizem esse sujeitos sobre seu poder de convencimento, a fim de que passem a abordar conteúdos de caráter informacional e reflexivo que irá contribuir na formação do jovem.