O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 10/07/2020
No episódio ‘‘Queda livre’’, da série britânica Black Mirror, há um sistema de pontuação de um a cinco, obtido a partir da avaliação de outras pessoas, na qual a protagonista, Lacie, procura ganhar esses pontos postando fotos para seus seguidores em que ela força sorrisos, representando uma felicidade que ela não obtém. Outrossim, fora da tela tal conjectura se mantém pertinente, visto que os influenciadores digitais promovem uma imagem utópica sobre si. Tendo em vista que os influenciadores digitais passam a sensação que é possível ter uma vida perfeita, recai sob seus seguidores essa percepção que afeta diretamente suas vidas ‘‘imperfeitas’’. Portanto, é imprescindível buscar alternativas que inibam esse impacto dos influenciadores no Brasil.
Primeiramente, é importante destacar que falta de autocrítica nos jovens como problema derivado da baixa atuação dos setores governamentais, no que se refere à criação de mecanismos que controlem tais recorrências. Segundo o Pensador Thomas Hobbes, é função do Estado promover o bem estar social, entretanto isso não ocorre corretamente no Brasil. Devido à falta de efetividade das autoridades, a falta de autocrítica nos jovens se deve à falta de programas escolares que promova a inteligência emocional em seus alunos, tendo direta relação com o impacto de ver influenciadores desfrutando de uma vida com um corpo perfeito e rotinas regradas em torno da manutenção de suas características físicas que da à entender que pra ter uma vida boa precisa de viver no mesmo modo de vida que eles, desencadeando um quadro de depressão em pessoas menos preparadas.
Ademais, é cabível salientar a falta de transparência dos influenciadores como promotor do problema. De acordo com o site ‘‘Extra’’ da Globo, a influenciadora Kim Kardashian admitiu que tirou 6 mil fotos durante uma viagem de 4 dias no México. Partindo dessa conjectura, os influenciadores digitais promovem a sociedade do consumo a partir dessas postagens, onde, produtos caros, montante de carros e hotéis com valores faraônicos, são beneficiados por esses influenciadores que não admitem ter alguma compulsão por gastos, e, passam a imagem de que ali seria a vida ideal.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para reduzir a situação do quadro atual. Deste modo, com o intuito de mitigar o impacto dos influenciadores digitais, necessita-se urgentemente, que o Ministério da Educação, promova programas nas escolas que auxiliem os jovens a perder a percepção de vida perfeita demonstrada por influenciadores digitais, através de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele deve constar a necessidade desses programas para a saúde mental dos jovens, com o intuito de mitigar à médio e longo prazo o impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens.