O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 30/07/2020

Com a percepção do potencial lucrativo das redes sociais, grandes empresas ofertam seus produtos por meio de indivíduos com grande visibilidade nessas mídias, os influenciadores digitais. Desse modo, o público mais atingido é o jovem, visto que, por não apresentar uma maturidade bem desenvolvida, procuram aceitação pela adequação aos modelos de vida ostentados por esses influenciadores. Nesse sentido, deve-se analisar os impactos negativos desses, seja a promoção de padrões de vida inacessíveis a maior parte da população, seja a manipulação na forma de pensar da juventude.

A princípio, é válido destacar que os influenciadores digitais são vistos como exemplos a serem seguidos , no entanto, esses promovem um estilo de vida inatingível à maior parte de seu público. Nesse sentido, cabe mencionar Pierre Bourdieu, " todas as minúcias de um indivíduo constituem simbologias que são constantemente analisadas pelo corpo social, isto é, o poder de compra, as características pessoais e o acesso a bens e serviços definem  quem é o homem para outrem “. Com isso, fica claro que a forma como os influenciadores digitais apresentam produtos de alto valor financeiro ao seu público representa uma forma de violência simbólica, no qual, ao não possuir tais características ou bens, o jovem sente-se inferior em relação aos demais.

Outrossim, torna-se evidente que a falta de um senso crítico desenvolvido, no jovem, facilita a manipulação desse. Segundo George Owell, " A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”, desse modo, ao ser patrocinados por diversas empresas, os " influencer" modelam novos padrões e formas de pensar, de acordo com as exigências das empresas. Isso se percebe devido ao caráter influenciável da juventude, que se comprova com o conceito de tábula rasa, do filósofo de John Locke, em que a mente do jovem absorve, devido ao envolvimento com as mídias sociais, grande parte das necessidades criadas por empresas, por meio da publicidade desse influenciadores.

Torna-se evidente, portanto,  que essa forma de publicidade influencia de maneira negativa a formação dos jovens. Dessarte, as instituições escolares, responsáveis por estimularem o pensamento crítico da população, devem buscar fortalecer a capacidade de julgamento e posicionamento racional dos jovens, Isso pode ser feito por meio de palestras, aulas e distribuições de materiais didáticos sobre filosofia criticista e sociologia, visando aprimorar o raciocínio autônomo e livre de influências. Dessa maneira, as grandes empresas deixam de controlar as massas, e a violência simbólica passa a ser gradativamente reduzida.