O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 24/07/2020
No episódio “Queda Livre”, da série “Black Mirror”, as pessoas, individualmente, classificam suas interações sociais em um escala de cinco estrelas, possibilitando a influência dos bem avaliados sobre os menos destacados. Analogamente, é perceptível que a população brasileira, principalmente a parcela jovem, vive o enredo abordado, pois, além de propiciar uma mudança no cotidiano, os “influencers”, fortalecem o consumo, mediante a divulgação exacerbada de produtos. Desse modo, os impactos dos influenciadores na juventude são crescentes. A priori, é importante ressaltar o poder manipulador sobre os indivíduos afetados. De acordo com o conceito de “Industria Cultural”, dos filósofos Adorno e Horkheimer, a publicidade em massa, o que antes era apenas um meio informacional, transfigurou-se numa ferramenta de acúmulo financeiro. Por esse viés, as grandes marcas lucram diariamente, haja vista que a parceria com os famosos, alcançam uma imensa parte da humanidade. Nesse sentido, por exemplo, Bianca Andrade, ex Big Brother, circula o país inteiro, visto que sua famosa marca de cosméticos “Boca Rosa” é um grande marketing nacional.
Por conseguinte, cabe destacar o consumo exagerado, devido à forte persuasão dos produtos. Segundo o estudo da Youpix, especialista em mercado de conteúdos, apenas 36% dos jovens entre 18 e 34 anos, em 2018 , disseram que não foram influenciados ao comprarem um produto. Diante disso, é inegável a inexistência de uma alienação capaz de fazer cerca de 64% da mocidade brasileira consumir constantemente. Logo, é substancial a mudança desse quadro na nação.
Infere-se, portanto, combater o impacto influenciador sobre os jovens. Destarte, é mister que o Ministério das Comunicações, crie uma campanha, por meio dos famosos, abordando a necessidade de economizar para fins mais importantes, como a doação à instituições de adoção, a fim de fixar na mente da população a minimização do acúmulo material, além de ajudar o próximo. No mais, evitar a “Indústria Cultural” será o primeiro plano.