O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 08/08/2020

Criado em 2005, na cidade de San Mateo, na Califórnia, servindo como uma nova plataforma de fácil acesso de vídeos na internet, o YouTube se tornou após quinze anos a maior e mais reconhecida rede de canais e vídeos de todo o mundo. Através da ferramenta que permite que qualquer pessoa grave e envie um vídeo para o site, a plataforma abriu espaço para centenas de pessoas que decidiram criar um canal e postar vídeos mostrando seus gostos. Após vários anos essas mesmas pessoas viriam a se chamar influenciadores digitais e teriam um impacto enorme na sociedade atual, através da democratização do uso da internet, mostrando ao mundo e principalmente ao público mais jovem suas opiniões para os assuntos em destaque e vendendo produtos, reinventando o marketing já conhecido.

É comum que pessoas viralizem e se tornem populares do dia para a noite, graças à plataformas que permitiram de forma fácil e rápida a divulgação de uma marca, um tema ou até mesmo uma ideia normalmente para um público infanto-juvenil. Parafraseando Sir Francis Bacon: “Os jovens estão mais aptos a inventar que a julgar", é uma marca registrada das gerações millenial e Z usar estes influenciadores para formarem sua opinião e consumirem seus produtos. Tendo como exemplo o influenciador Felipe Neto, que tem um gigantesco publico infanto-juvenil e está costumeiramente postando vídeos sobre assuntos do momento, onde não costuma medir as palavras para expressar o que pensa, além de divulgar sites de seus patrocinadores e outras marcas para seu público. É sem sombra de dúvidas inegável o quanto a formação dos jovens devido aos meios sociais mudou devido a esta nova prática.

Entretanto, na fase da pré-adolescência e na adolescência, existe um disposição maior em busca da imagem de um ídolo, e a existência de pessoas com ideologias facilmente acessíveis e formadoras de opinião, tendem a criar na cabeça da juventude atual ideias que as vezes não condizem com a total realidade ou que não apresentam valor moral e ético em sua integridade. A busca por um consumismo desenfreado promovido por influenciadores que moldam ideias na cabeça de indivíduos sem as faculdades mentais necessárias para discernir o sensato do insensato, tende a formar adultos com sem as habilidades sociais requeridas para separar o moralmente certo e o condicionalmente errado.

Destarte, para que os jovens cresçam e formem suas próprias ideias, pensando de forma individual em busca do bem estar coletivo, faz-se necessário que, principalmente as famílias e as escolas busquem juntas alertar, os jovens sobre a manipulação que existe nas mídias. O estimulo ao consumo por maio da alienação, assim espera-se portanto, desenvolver as faculdades mentais necessárias para o discernimento que permita fazer críticas e julgamentos criteriosos para o conteúdo consumido.