O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 11/08/2020

O documentário “Quanto tempo o tempo tem” retrata a tecnologia e sua influência sobre as pessoas hoje em dia. Na realidade brasileira, apenas 10% da população, com 18 a 34 anos não foram impactados por influenciadores nas redes sociais, segundo uma pesquisa feita pela “Youpix”. Nesse sentido, o problema persiste devido à insuficiência governamental e educacional, fazendo com que internautas sejam manipulados na sociedade atual.

Primeiramente, a falta de recursos educacionais dificultam a visibilidade do impacto de influenciadores na formação de jovens. De acordo com um estudo feito pela “ODM Group”, mais de 70% dos consumidores analisados utilizam suas redes sociais para guiar  decisões de compra. Dessa forma, percebe-se que a estrutura educacional nas escolas é essencial, uma vez que, esta, tem o poder de possibilitar a criação de cidadãos conscientes sobre seus ideais. O filme “Modo Avião” da Netflix, aborda a maneira de como a internet pode ser prejudicial à saúde de jovens e até mesmo, de influenciadores. Nessa perspectiva, observa-se o grande problema que as redes sociais podem gerar à população, fazendo com que muitos não consigam se desconectar desse mundo tecnológico.

Por conseguinte, jovens se veem num cenário longe de ter solução. Desse modo, a falta de políticas públicas que visam investir em campanhas de conscientização para jovens, impossibilitam o avanço desse processo.  Segundo uma pesquisa feita em 2015, pelo Governo Brasileiro, constatou-se que a população passa mais tempo na internet do que em qualquer outra plataforma midiática. De acordo com Simone de Beauvoir “Cada um de nós é responsável por tudo e por todos os seres humanos”. Assim, conforme o embasamento dos direitos humanos, todo cidadão possui direitos básicos, econômicos, sociais e culturais. Destarte, percebe-se o despreparo governamental em prol destes, que não estão sendo devidamente respeitados.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Cabe ao Ministério da Cidadania, com o apoio do MEC, desenvolver uma campanha nas redes sociais, por meio da #NãoSeAbale, a fim de reverter a atual situação de jovens que se encontram em estado de dependência de influenciadores. Além disso, o Ministério da Justiça deve convocar uma sessão no congresso, com o intuito de colocar em prática um projeto de lei, que visa tornar obrigatório nas escolas, o tema sobre a saúde mental nas redes sociais, para que assim uma sociedade capacitada e consciente seja alcançada. A partir dessas ações, espera-se obter uma melhora nas condições desse grupo.