O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 02/08/2020

Na Segunda Guerra Mundial, a Alemanha nazista teve grande destaque no cenário midiático, isso por conta das propagandas que eram disseminadas por todo o mundo com os ideais despóticos, as quais ganhavam apoio popular gradualmente. Fora da historiografia, a realidade não é tão diferente, haja vista o impacto dos influenciadores digitais na formação ideológica dos cidadãos. Pode-se dizer, então, que não só as diretrizes do séculos XXI, mas também a mentalidade individualista do influenciador virtual são os fatores responsáveis pelo cenário descrito.

A priori, é inquestionável o poder de coercividade que o modo de produção atual, o capitalismo, impõe sob as pessoas, logo, os princípios de acúmulo de riquezas, status social e beleza estão em alta na sociedade, tais critérios agem contra as camadas menos favorecidas.  Nesse sentido, os chamados “Influencers” buscam impor na sociedade um panorama que ainda está longe da realidade do consumidor brasileiro. Prova disso, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil está no grupo dos  países mais desiguais do mundo, tal informação vai ao encontro da contemporaneidade e, consequentemente, demonstra uma das fragilidades nacionais.

Ademais, é nítido que os atuais “Influencers” buscam patrocínios importantes e prestigiados no mercado, logo, procuram conseguir maior influência sob qualquer custo. Sob esse prisma, é evidente que impera um desserviço praticado por alguns influenciadores, visto que suas opiniões se baseiam apenas de acordo com a patente de suas marcas parceiras e suas vontades próprias. Posto isso, segundo Karl Marx, sociólogo e escritor, agir de forma individual em detrimento do coletivo pode gerar consequências catastróficas para a sociedade, principalmente, se essa já estiver em uma situação delicada a respeito de causas e mazelas sociais.

Dado o exposto, infere-se que reformulações conjunturais são necessárias acerca do cenário virtual. Sendo assim, cabe ao Poder Legislativo, instância máxima na criação de leis isonômicas, instaurar um plano de metas na sociedade e dialogar de forma direta com os expoentes midiáticos digitais. Esse deve ser feito por meio de conversações legitimadas, as quais devem ter um intuito apenas:  o livre-arbítrio do usuário, portanto, os influenciadores serão apenas coadjuvantes no processo. Aquela deve ser executada de forma gradual por intermédio de obras, projetos estudantis e organizações comunitárias, tais ações devem ter um único fim: minimizar as desigualdades, principalmente nas periferias. Assim, o Brasil irá de encontro ao panorama imposto no fim do século XX pelo nazistas.