O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 03/08/2020

Os filósofos alemães Adorno e Horkheimer propuseram o conceito de “indústria cultural”, cujas idéias estão relacionadas à padronização de valores comunicados pela mídia. Nesse sentido, influenciadores digitais, produtores de conteúdo do YouTube, Instagram e Facebook estão inseridos no contexto atual, possuem milhões de seguidores, compostos principalmente por jovens telespectadores. Portanto, é importante analisar o impacto desses influenciadores na vida de jovens brasileiros cada vez mais conectados às redes sociais.

Conhecendo o poder dos influenciadores digitais, as empresas estão investindo nessas celebridades para promover seus produtos devido à ampla influência do público e à capacidade de moldar o comportamento, pois conseguem abordar os seguidores de maneira natural e inspirar seus desejo. Acompanhe as tendências de moda e estilo de vida. A grande quantidade de publicidade dessas celebridades prova isso, mas os pais devem orientar seus filhos para não torná-los um alvo fácil para essa estratégia de marketing, que muitas vezes abandona a moralidade em nome do incentivo ao consumo.

Além disso, vale ressaltar que os “youtubers” são tendenciosos em relação às atitudes das pessoas, o que pode ajudar a moldar o caráter dos jovens de maneira frágil. Um exemplo é Júlio Cocielo, cujas piadas são consideradas racistas e têm um impacto negativo na mídia. Comportamentos como esse são inaceitáveis ​​porque reforçam estereótipos e distorcem a visão de mundo dos jovens, confirmando a visão de Adorno de que a cultura popular não apenas nos torna menos inteligentes, mas também imorais. Com essa influencia acaba que crianças sao influencidas de forma negativa no mundo em que vivemos.

Portanto, fica claro que os influenciadores digitais têm o direito de persuadir e motivar jovens brasileiros a agir. Portanto, pais e familiares são responsáveis ​​por verificar o conteúdo dos vídeos assistidos nas plataformas on-line e lembrar seus filhos sobre manipulações na mídia para transformar obras de arte em mercadorias e estimular o consumo, evacuando o público. Espera-se que isso desenvolva uma inteligência emocional entre os jovens, permitindo que as pessoas façam escolhas e julgamentos sábios e fiquem longe da “indústria cultural”.