O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 04/08/2020

Com os avanços tecnológicos advindos do século 21, o formato de marketing e publicidade mudou muito, não mais somos influenciados por comerciais na televisão e muito menos pelas chatas narrações em rádios. Alteramos esses métodos ditos “ultrapassados” por métodos que acabam por melhor conversar com pessoas da nova geração, atraindo assim mais pessoas. Os famosos influenciadores digitais.

É inquestionável o sucesso do marketing digital, afinal somos seres que estamos quase 100% conectados em redes sociais como Facebook, Instagram e etc. Todavia, carece de interesse por parte dos usuários dessas redes o entendimento de quem está por trás de toda essa influência, tanto que um claro exemplo disso é da influencer digital “Lydi Siqueira” que em pleno cenário pandêmico postou diversos vídeos organizando uma festa e indo contra as recomendações da OMS, trazendo por conseguinte um mal incentivo para seus seguidores e os colocando em risco.

É um infortúnio para todos que o caso de Lydi não seja apenas um caso isolado, com uma breve pesquisa no google podemos ver vários casos de influenciadores digitais, muitas vezes contratados por marcas famosas, que estão envolvidos em escândalos como esse. Pessoas sem a formação adequada para se fazer publicidade e com pouca noção ética do cargo que ocupam, acabam por corroborar para um péssimo impacto em termos de formação da mentalidade dos jovens.

Em consonância com o que foi dito, é evidente que as pessoas ao ocupar um cargo de influência pública tenham no mínimo um curso superior que possa capacita-las. Afinal, assim como um professor necessita de uma formação de licenciatura para lecionar e formar o intelecto dos jovens, um influenciador digital precisa igualmente de uma formação adequada para formar as ideias da coletividade.

Em suma, para resolver os problemas dos influenciadores digitais é dever das empresas que têm interesse no mercado digital ter uma maior cobrança em relação ao currículo de quem vai influenciar milhões de pessoas, ou até mesmo capacita-los para tal serviço por meio de palestras e cursos online, afim de torna-los mais conscientes sobre o que publicam em nome da própria empresa. Ademais, o Ministério da Educação, em conjuntura do MEC, deve elaborar cursos para a formação de influenciadores digitais com o intuito de facilitar o processo seletivo de empresas e acabar com a informalidade do contrato feito apenas pelo número de seguidores de modo que, de forma geral, teremos uma grande melhora no impacto da formação dos jovens proveniente dessa nova mídia.