O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 06/08/2020
Influenciar tornou-se profissão devido as redes sociais e a sua corrida por seguidores, nas quais as imagens são produtos e os likes podem ser convertidos em credenciais digitais, utilizadas pelas empresas para definir seus agentes de propaganda. A grande questão é se todas as pessoas que participam dessa cadeia comercial possuem consciência de sua posição dentro da mesma.
Os influenciadores conseguem reconhecer a própria responsabilidade social para além do aspecto financeiro? A resposta está nos frequentes casos de afastamento das plataformas justificados pela saúde mental, às vezes abalada justamente pelo peso desse comprometimento. A tendenciosa cultura do cancelamento e a não censura de comentários permite ataques e cobranças irracionais às figuras públicas, fazendo com que o seu trabalho seja alvo de questionamentos ou até boicotes.
Além disso, observando o outro lado dessa tela bidimensional, nota-se a mesma preocupação, ocasionada pelos padrões estéticos e de comportamentos amplamente disseminados, pela falta de transparência que edições promovem nos arquivos e pelos discursos por vezes extremos que alcançam grande visibilidade. Uma das consequências do debate dessa pauta é a compreensão do poder de simples botões como “deixar de seguir”, “silenciar” ou “bloquear”.
Diante do exposto, é possível constatar que o trabalho em plataformas on-line é análogo à uma corda bamba, com a linha tênue entre influência sugestiva e excesso. Cabe as próprias empresas responsáveis otimizarem seus algoritmos e criarem mecanismos que visem conscientizar sobre a intervenção consumista que ocorre em publicações e narrativas. Somente com acesso a informação os usuários estarão aptos para navegar com segurança em seus serviços, sendo influenciadores ou influenciados conscientemente.