O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 07/08/2020

O capitalismo precisa de consumo para existir. Por isso, uma das suas áreas vitais é a publicidade. Ela instiga nossos sentidos e instintos ao consumo. Por ser tão poderosa, existem organizações que a regulam, porém elas não alcançam as mídias sociais. Por isso, os influenciadores digitais podem trazer consigo perigo ao divulgarem marcas, já que as suas propagandas não possuem fiscalização ou regulamentação.

É evidente que o Conar, órgão de auto-regulamentação das agências de publicidade, funciona bem. Ele delimitou regras claras e eficientes à propaganda brasileira, tais como: restringir consumo de álcool em comerciais, proibir a objetificação feminina e criminalizar a propaganda infantil. Mas todas as suas ações foram voltadas ao rádio e à televisão, e em uma época de ascensão da mídia e da propaganda na internet, suas medidas se tornaram inúteis.

Certamente os jovens são influenciados pela era digital. Segundo dados da pesquisa da Youpix, 64% das pessoas de 18 a 34 anos conheceram marcas ou produtos através de influenciadores digitais e 48% dos jovens admitiram levar dicas de influenciadores em consideração ao consumir algo.

Em suma, o perigo é causado por falta de uma fiscalização adequada. Logo é necessária a presença ativa do Conar. Esse órgão deve fiscalizar periodicamente as mídias digitais em busca de propagandas irregulares e abusivas, para que elas sejam retiradas e não possam mais influenciar os jovens. Para facilitar o trabalho da organização, deve existir uma obrigatoriedade na apresentação das propagandas ao Conar antes de serem publicada nas mídias sociais, assim como existe na televisão e no rádio. Toda essa operação demanda custos enormes, porém o dinheiro pode ser arrecado através de pequenas taxas cobradas individualmente de cada influenciador.