O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 07/08/2020

No mundo hodierno, a globalização contribuiu para a construção de um novo modo de vida mundial, o qual é marcado pelo consumismo e pelo constante uso das redes sociais. Nesse meio, vê-se que os jovens, por serem a maioria dos conectados, são o estrato mais impactado pelas estratégias midiáticas de manipulação. Acerca desse contexto, o termo “digital influencers” está em pauta, pois uma taxa desses, por meio de contratos com marcas famosas ou em ascensão, estimulam seus seguidores a buscarem os mesmos produtos, bem como a vida divulgada por eles. Visto isso, sem uma formação crítica adequada e com a coesão excessiva da população, os jovens tornaram-se cada vez mais deficientes de personalidade e preocupados somente com sua imagem exterior.

Em princípio, o sistema de ensino é deficitário em relação a formação de cidadãos críticos e com originalidade de pensamento. Esse fato possibilita a manipulação midiática, a qual garante que os indivíduos sejam meros consumidores e impede qualquer questionamento, o que constitui a Indústria de Massa, segundo a Escola de Frankfurt. Nesse contexto, os influenciadores usam o seu grande número de seguidores para induzir a compra de produtos, que, aparentemente, contribuem para o bem-estar. Assim, hoje vê-se jovens adquirindo os telefones mais atualizados só ao ver seus ídolos virtuais os obtendo, sem qualquer julgamento precedente, somente para a aceitação momentânea de sua roda social e para suprir sua ilusão de felicidade.

Outrossim, a coesão social exposta na teoria do fato social de Durkheim está solidificada e exerce uma grande influência na homogeneidade de hábitos da população mundial, principalmente na faixa dos jovens. Isso é explicitado na imposição e obrigação de todos possuírem redes sociais e adquirir determinados produtos, caso contrário, haverá um isolamento social e, em alguns casos, agressões físicas e psicológica. Nesse viés, vê-se que os influenciadores são uma parte essencial para a coesão, de modo que podem consolidar um novo modo de vida somente com algumas fotos e comentários. Com essa pressão, os indivíduos são forçados a se submeterem às regras e suprimir suas verdadeiras opiniões, o que constitui uma sociedade superficial, alienada e sem diversidade.

Portanto, para desconstruir a uniformidade de comportamento imposta, é necessário o desenvolvimento de uma percepção de julgamento desde o início da formação cidadã, logo, nas escolas. Por meio de aulas dinâmicas de humanas, que preparam os alunos para escolhas futuras que irão constituir seu caráter e personalidade, pode-se impedir o controle da mídia. Assim, os jovens não serão limitados a imagens ilusionistas e manipuladoras de “influencers” e poderão decidir conscientemente seu modo de vida.